terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Principais defeitos do "Espiritismo" brasileiro

Está mais do que na hora dos deturpadores do "Espiritismo" brasileiro reverem seus dogmas ou se calarem para sempre. Estamos cansados de ouvir associadas a doutrina de Allan Kardec muitos erros e absurdos que contradizem as obras da codificação. 

Indispostos a assumir publicamente seu roustainguismo e mudar o nome de sua doutrina, os "espíritas" brasileiros seguem difundindo seus erros, mas aos poucos vão perdendo adeptos pois a lógica prova que quem estuda e verifica, fecha seus ouvidos à deturpação. Apenas os mais tolos seguem seguindo seus mestres num debate vazio sobre família, amor, paz, caridade e esperança, sempre com a repetição inútil de palavras piegas, redundantes e sem sentido.

Listo aqui os defeitos do "Espiritismo" brasileiro que provam que é urgente abandonar esta canoa furada e esquecer de vez os "mestres" da deturpação que além de nunca terem entendido a doutrina, cometem a desonestidade de levar os erros adiante, sem admitir os erros que insistem em cometer.

Os erros dos "espíritas"brasileiros, enumerados abaixo:

- Se assumem como uma seita religiosa pretensamente racional e como tal adotam a fé cega, rotulada de "raciocinada";

- Absorvem como enxerto cerca de 85% dos dogmas católicos, apesar de fingirem ser de uma doutrina diferente da igreja dos padres. Com isso atraem muitos espíritos de padres e freiras a deturpar todo o repertório dogmático;

- Transformam suas lideranças em divindades;

- Bajulam Allan Kardec sem estudar detalhadamente a doutrina fundada por ele;

- Consideram que Kardec teve "inspiração divina" e estava realizando uma "missão" ao fazer os trabalhos de codificação quando na verdade apenas se interessou pelo tema e resolveu estudá-lo, como qualquer cientista e pesquisador;

- Ignoram Jean Baptiste Roustaing, mas defendem suas ideias inspiradas no Catolicismo, traduzidas com perfeição por Chico Xavier em suas obras supostamente psicografadas;

- Desprezam estudos sérios sobre o mundo espiritual, preferindo enfatizar o moralismo cristão em suas atividades;

- Lançam e difundem psicografias com mensagens padronizadas que falam de moralismo cristão e narram  o mundo espiritual cm uma igreja, independente do espírito atribuído, cujas características de personalidade e de criação de obras são frequentemente ignoradas;

- Fazem caridade paliativa, demonstrando total incompetência na eliminação de problemas e na transformação positiva da humanidade;

- Tratam a intelectualidade como algo supérfluo e enfatizam apenas o moralismo piegas. Consideram que a intelectualidade depende da bondade quando a lógica e o bom senso provam ser o contrário;

- Apesar de desprezar aspectos intelectuais, gostam de usar a ciência apenas como "cartório" para autenticar os dogmas absurdos em que acreditam;

- Acreditam num mundo espiritual com características do mundo material;

- Possuem muitas contradições em seu repertório dogmático; Palestras são baseadas em suposições e muitas lideranças vivem difundindo ideias opostas entre si, gerando confusão;

- Acreditam que o esperanto será o idioma mundial, quando a realidade prática mostra que o inglês é que tem esta responsabilidade. A associação com a religião acabou transformando o esperanto em um idioma risível e sem prestígio;

- Pensam que espíritos superiores habitam a Terra como "missionários" quando na verdade todos os habitantes materiais e espirituais pertencem a mesma ordem inferior (com variações de subnível) de espíritos;

- Defendem ideias tolas como crianças índigo, cristais e similares, comprovadamente impossíveis de se realizar. Se nascem crianças um pouco mais evoluídas, é caso raro e não faz parte de uma "missão";

- Se assumem cristãos (no sentido católico) e cultuam Cristo e Maria como se fossem espíritos puros (é impossível a encarnação de espíritos puros em um planeta de provas e de expiações) e adotam a Bíblia e o Novo Testamento, escritos ha mais de 2000 anos, como guia da sobrevivência cotidiana atual;

- Se acham melhores que as outras religiões por causa da suposta racionalidade. Racionalidade que nunca é observada na prática;

- Pensam que todas es pessoas serão "espíritas" acreditando nas tolices, absurdos e contradições difundidas pela deturpada doutrina.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

"Espiritismo": religião de elite. Mas uma elite burra e egoísta

É sabido que a maioria dos seguidores da deturpação "espírita" no Brasil pertencem as classes mais abastadas e são portadores de diplomas de nível superior. os próprios seguidores têm orgulho em afirmar isso, como uma forma de assumir uma imagem estereotipada da evolução humana.

Apesar de teorias serem lindas e admiráveis, a prática é o que interessa. E a prática mostra que o fato de seus seguidores serem de classes melhor remuneradas e com títulos e mais títulos acadêmicos, eles não são mais sábios que o mais reles analfabeto. Não raramente conseguem até ser menos sábios.

Instalado no Brasil provavelmente em 1875, o "Espiritismo", que já nasceu deturpado por se ancorar em Jean Baptiste Roustaing, um deturpador, ao invés de seguir as recomendações dos estudos de Allan Kardec, este limitado a mero objeto de bajulação, provou em todo este tempo até hoje que e completamente INCOMPETENTE na "missão" de melhorar a humanidade. Claramente percebe-se que a elite "espírita" é uma elite ao mesmo tempo burra e egoísta. Papalvos que agem como espantalhos: sem cérebro e sem coração.

Os "espíritas" que nossa equipe conhece são as pessoas mais egoístas que se ouviu falar. Vários são gananciosos. Mulheres são interesseiras e excessivamente vaidosas. Homens são fúteis, infantis e materialistas. Todos se mostram incapazes de resolver problemas sérios da sociedade e é evidente que seus diplomas e seu suposto conhecimento só servem para a sua carreira profissional, utilizada como fonte de farta renda ao invés de contribuição para melhorias sociais.

Tudo no "Espiritismo" é estereotipado e especulativo. Apesar das toneladas de diplomas, que nossa equipe enxerga como meros pedaços de papel sem vida, o conhecimento nunca transitou entre os"espíritas" brasileiros, que chamam de "estudo" os sermões tipicamente católicos que são balbuciados em várias "palestras" (missas) em centros "espíritas". Não raramente, a elite usa a ida a estes centros para se mostrar "bondosa" para a sociedade quando na verdade nunca praticou uma boa ação verdadeira que pudesse eliminar de uma vez por todas o sofrimento de alguém.

Ah, mas aí chega o católico Chico Xavier, o guia máximo dessa papalvada, que comete um devastador vandalismo doutrinário inserindo um monte de incertezas do Catolicismo, lambuzando a doutrina de ideias estranhas como a Teologia do Sofrimento. 

A elite adora a Teologia do Sofrimento porque esta teologia a dispensa de distribuir seu farto supérfluo para atender as necessidades dos mais carentes, tratados pela teologia como "privilegiados" que "alcançarão o céu (católico) mais prematuramente". Beleza, a elite não precisa mais ajudar a ninguém, só ficar de mãos atadas rezando esperando que a ajuda venha de seres de existência tao comprovada quanto o Mickey Mouse.

Além de egoísta, esta elite ainda é burra

O próprio fato de aceitarem os pontos absurdos da doutrina já demonstra que de inteligente esta elite não tem nada. Uma doutrina construída com especulações e que possui em seu repertório doutrinário um festival de contradições, teria a obrigação de ser analisada e questionada com frequência. 

Mas esta elite colecionadora de diplomas e títulos age igual aos fiéis intelectualmente inertes de outras seitas, balançando as cabeças de acordo com o que o "palestrante", considerado confiável, fala nos sermões que se pretendem ser "formas de estudo". Tudo mecânico e sem o menor questionamento.

Quando o "palestrante" é uma das lideranças "espíritas" a coisa piora. De alto prestígio e confundidas como divindades vivas, as lideranças "espíritas" tem o poder absoluto de transformar qualquer asneira em lei, pois o estereótipo embutido nelas as transforma em "conhecedores dos segredos do universo", dando um caráter falso de segurança às informações equivocadas que transmitem.

E esta elite, ancorada no prestigio desses consagrados farsantes, acaba por depositar uma fé cega no que eles dizem, por acreditar que eles são também intelectualizados. Ora, segundo o raciocínio mesquinho desa elite, uma seita com maioria de pessoas com diplomas de nível superior só poderia ser uma "seita inteligente". Tudo aparência, tudo aparência".

A inteligência não exige diploma. Exige esforço intelectual. E esforço intelectual começa com desconfiança, contestação e abnegação. Duvidar e a primeira coisa a ser feita. Divaldo Franco falou? vamos checar se o que ele falou é realmente correto. "Ah, mas foi o Divaldo Franco que falou...". E Divaldo Franco, encarnado num planeta de provas e expiações, onde todos estão no mesmo nível de relativa ignorância, nunca erra? Rapaz, confie em evidências, não em pessoas!

Mas como ninguém contesta nesta seita estranha, infelizmente tenho que afirmar, sem qualquer intenção de ofensa, calúnia e difamação, de que esta elite e burra sim. Burra porque utiliza de sua suposta inteligência mais para posar de "eu sou o melhor" do que para compreender melhor a realidade ao seu redor. Egoísta porque não se esforça para ajudar o próximo de forma eficiente. 

A elite sempre odiou esforços. Elite religiosa mais ainda. Mesmo que considerem a preguiça um pecado, as religiões são as maiores incentivadoras da preguiça. Trabalho, só para ganhar dinheiro. O resto é só curtição e rir da cara dos mais carentes considerando estes "privilegiados da sorte" que supostamente serão felizes em futuros remotos. 

E nunca serão, pois esta doutrina dos Papalvos sempre vai reservar a felicidade apenas para o futuro, quando o presente será sempre de desgraças. Desgraças que nunca fazem parte desta elite deslumbrada, que continuará próspera, mas egoísta e burra e que utilizará do rótulo da doutrina para fingir bondade e sabedoria que serão manifestadas com os braços cruzados e as cabeças balançando. E o mundo segue injusto como sempre foi.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"O Dia em que conheci a Verdade", segundo tataraneto de "Doutor Bezerra"

OBS: O erro deste texto é considerar como Doutrina Espírita isso que está aí, catoliquizado, místico, igrejista e nada científico. Falam muito de Kardec mas nenhum estudo sério é feito com as obras dele. Como Chico Xavier, Bezerra sempre foi católico e ao fundar a FEB entrou em atrito com Angeli Torteroli, pois Bezerra queria uma doutrina menos científica e mais igrejista, sincrética até, mantendo as características da verdadeira fé que professava, enquanto Torteroli queria as bases científicas orientadas originalmente por Kardec. Estou do lado de Torteroli.

Mas o depoimento abaixo, de um descendente da família Bezerra de Menezes mostra que essa transformação do Espiritismo nesse carnaval igrejista só tem prejudicado os seus seguidores, tanto intelectualmente quanto materialmente. Antônio Bezerra virou evangélico após se decepcionar com esta versão estranha imposta pelo seu tataravô. Antônio fez certo. Pelo menos as ilusões das igrejas protestantes parecem mais honestas, pois não vem fantasiadas de "fé raciocinada", não fingindo ser o que não é.

Aviso: o "Espiritismo" descrito no texto abaixo é o chiquista, a gororoba criada no Brasil. As menções a Kardec são equivocadas, já que o "Espiritismo" brasileiro quase não lê Kardec, preferindo usar o nome do professor francês como "cartório" para tentar autenticar as ilusões estranhas enxertadas na versão brasileira da doutrina. Quem quiser conhecer o Espiritismo verdadeiro, fuja de Bezerra, Chico Xavier, Divaldo e similares, entre espíritos e outros médiuns e palestrantes. Se seguir o que esses caras dizem, vão aprender tudo errado.

O DIA EM QUE CONHECI A VERDADE

Antonio Roosevelt Bezerra de Menezes Filho - Transcrito da Revista A Voz - ADHONEP

Antonio representa a quarta geração do Dr. Bezerra de Menezes, o primeiro presidente da Federação Espírita Brasileira, além de vereador, deputado e prefeito do Rio de Janeiro. Depois de haver alcançado o topo de suas buscas esotéricas, ter tido contato com mortos, ter psicografado, adivinhado, visto e previsto o que era verdade a muitos, caiu em violentos fracassos econômicos e familiares, o que o fez entrar em desespero...

Meu tataravô era uma pessoa muito caridosa e respeitada; costuma dizer que aquele que não ajudasse um enfermo, ainda que pela madrugada, não subisse o morro e fosse socorrê-lo, não era um médico, mas um maldito. Um dos seus princípios básicos era o amor ao próximo. Nasci nesta família - família que seguia o kardecismo; e vivia o evangelho segundo Alan Kardec. Estávamos sempre nos centros espíritas, fazendo trabalhos. Lembro que tinha uma tia na umbanda, e por isso nos envolvíamos algumas vezes com a umbanda, outras com o kardecismo. Fomos nos aprofundando. Na casa dela sempre ocorriam manifestações sobrenaturais, ela recebendo espíritos que nos traziam mensagens de "Deus". Outra tia, após o jantar, tirava a mesa, colocava a toalha branca e iniciava o trabalho de kardecismo, com orações e preces mediúnicas.

Na minha adolescência comecei a ter amizade com rapazes cujos pais eram donos de centros espíritas. E com isso fui seguindo cada vez mais a trajetória de toda a família. Passei a conhecer também outras religiões e outras seitas, pois quem se envolve com o ocultismo não fica restrito a uma única religião. Começa a ocorrer verdadeira saladas de coisas. Fui então para o Budismo e as religiões do Oriente; comecei a praticar Yoga e quatro artes marciais. Passei a me envolver com toda a ideologia da Nova Era; a buscar o poder e as realizações da mente. Andei atrás de coisas sobrenaturais - o poder latente da alma, o entrar em lugares sem ser visto, pensar em pessoas e elas surgirem. E comecei a me sentir cheio de poder...

Jesus sempre foi para mim um grande ser iluminado e um alvo para a minha vida. Imaginava que se continuasse a crescer espiritualmente seria um dia como Jesus, Gandhi, Buda, ou outro ser superior. E minha família continuava a conviver com o espiritismo, trabalhos, seções e operações mediúnicas. Um dia, quando trabalhava na construção de um edifício, dois reverendos vieram falar comigo de Jesus, um Jesus muito diferente daquele que eu conhecia nas reuniões kardecitas. Mas eu confesso que odiava os cristãos! Sempre que os via com a Bíblia na mão, ou debaixo do braço, ficava enraivecido. E quando via Bíblias com zíper, mais enfurecido ainda ficava! O pior é que um dia meu irmão chegou em casa com uma Bíblia daquelas distribuídas nos colégios. Ao vê-lo, fui logo dizendo: "taca fogo nessa Bíblia! Isso aí não é nosso! Nós somos espíritas, temos o evangelho segundo Allan Kardec; esse, sim, é o evangelho que vamos seguir!" Um pormenor interessante é que no evangelho segundo Allan Kardec, bem no começo, existe um texto que diz que no início o evangelho segundo Kardec chamava-se a "Imitação do Evangelho". Então eu pergunto; quando queremos alguma coisa buscamos o original ou a imitação? Comecei a refletir, a ficar meio cismado...

Aqueles homens me diziam: "Bezerra, você está com muitos problemas... Você precisa de Deus em sua vida... Pessoas que não conhecem a Deus têm um único destino: a morte eterna...". Eu então os interrompia, dizendo: "Há! Eu não acredito nisso! Primeiro, não acredito em diabo; segundo, não acredito em inferno. O homem morre, reencarna e tem uma outra vida". Mas eles continuaram: Não. Você conhece apenas uma doutrina religiosa, mas não conhece Deus. E as pessoas que não conhecem a Deus só tem um destino: o inferno! E digo mais: se você tem problemas e não conhece a Deus, se a caso morrer hoje, seu fim será o inferno..." Saí muito abalado daquele encontro. Abalado porque embora acreditasse em outras vidas e na teoria reencarnacionista, me veio uma dúvida: "E se o que eles dizem for verdade?..." Fiquei muito preocupado. Lembro que não gostava da Bíblia, nem a lia nunca. No entanto, li um monte de livros, como o evangelho de Buda e na Rosa Cruz estudei profundas técnicas de estudo da mente. Mas de repente comecei a me interessar pela Bíblia, porque o que ouvira me despertou a curiosidade.

Costumava psicografar, ter revelações e contato com os mortos - assim como minhas tias e outros familiares. Eu era empresário, dono de uma construtora, e minha vida começou a ficar muito ruim, os negócios entrando em crise. Passei a me afundar cada vez mais no espiritismo, e a cair em desespero. O que aconteceu na verdade foi que comecei a seguir a tradição espírita verdadeira. Pesquisando a vida de Allan Kardec, descobri que na França - país onde ele fundou a religião - o espiritismo não subsistiu. Ele se perdeu totalmente, e hoje não tem influência na sociedade. Das ciências ocultas, só a magia negra tem hoje força na França. O próprio Allan Kardec, que em 1824 fundou uma escola idêntica a de seu amigo Pestallozzi, faliu. O Dr. Bezerra de Menezes, que foi prefeito do Rio de Janeiro e pessoa de renome, perdeu tudo o que tinha no final da sua vida. E até os meus avós perderam seus bens, ao se envolverem com o espiritismo. E não foi diferente comigo; minhas finanças começaram a seguir as tradições espíritas verdadeiras...Eu tinha uma empresa, e num determinado momento comecei a sofrer tremendas perdas. Cheguei a perdei quase 1 milhão de dólares em maus negócios!

A situação se tornou tão terrível, que minha vida ficou completamente acabada; virei um derrotado. Comecei a pensar realmente em suicídio; uma voz me sussurava: "Você já era! É hora de tentar o suicídio!" Eu era sócio do melhor clube da cidade: a Sociedade Hípica. Tinha quatro veículos, uma motocicleta, motorista particular, enfim, desfrutava uma vida estável, muito boa.

Aliás, eu anunciava a quantos podia que encontrara o caminho, a paz, a felicidade! Só que eu era espírita e, não satisfeito, incontrolável, fui me envolvendo com ocultismo japonês, Se-cho-noiê, Yoga, artes marciais, Igreja Messiânica, Nova Era, religiões orientais, seitas egípcias, cabala, etc. Então perdi a empresa, os carros e até a minha casa. Cheguei ao fundo do poço. Minha vida ia de mal a pior. Mas aquela conversa com os reverendos não me saia da mente. Lembro que não consegui esquecer algo que me disseram: "Quando você conhecer a verdade, ela vai libertá-lo!".

Começou então uma grande briga no meu interior. Havia duas vozes. Uma dizia que eu devia acabar com a minha vida. Eu era campeão de tiro no exército; era simples. Bastava pegar o revólver e dar um tiro no ouvido. A outra dizia que Deus me queria vivo, e Ele tinha muitos planos para a minha vida. A luta no meu íntimo foi muito intensa. Foram 33 anos de resistência à voz de Deus.

Minha vida financeira estava um verdadeiro desastre; além disso minha mulher vivia no hospital, com o sistema nervoso abalado. E eu andava aborrecido, porque o espiritismo não conseguia resolver meu problema. A opressão dentro de mim aumentava cada vez mais. Até que um dia resolvi me candidatar a vereador de minha cidade. E ao entrar em campanha política procurei a Federação Espírita. Lá, a presidente me disse: "Você é nosso candidato ideal; precisamos de um vereador espírita na Câmara de Vereadores. Vamos apóia-lo". Deu-me então uma lista de todos os centros espíritas da cidade. Havia centro espírita mesa branca kardecismo, umbanda, candomblé. Parti em busca de votos, e para isso me afastei da família durante seis meses. Abandonei minhas filhas e minha mulher. A situação ficou tão terrível que esta, num momento de grande agonia, me disse: "Eu não posso mais viver com você! Pegue as suas malas e vá cuidar da sua vida! Você não quer abandonar a campanha política, e eu preciso de você como chefe de família...Vá embora!".

Com a família destruída, continuei a campanha. Um certo dia, quando cheguei num centro espírita, vi uma médium totalmente incorporada. Ora, eu não acreditava nem em Deus nem no diabo. No entanto a expressão daquela mulher me assustou muito! Ela tinha uma imagem distorcida...Seu rosto tinha uma expressão demoníaca. O susto foi tão grande que sai correndo daquele lugar. Foi terrível! De novo comecei a ouvir voz: "Quando você conhecer a verdade, ela vai liberta-lo!" Eu não gostava de cristão, nem de Bíblia, nem de nada. No entanto, agora começava a temer pelo futuro. Sofria muito; estava muito triste, louco para voltar para minha casa. Um dia um casal de amigos ex-espíritas - eles haviam feito um pacto no Vale do Amanhecer, em Brasília, e eram profundamente envolvidos com o espiritismo - me procuraram e me disseram: "Bezerra, aparece lá em casa; queremos conversar com você". Como precisava de voto, fui até aquela casa pedir apoio para minha campanha política. Mostraria nossos planos para a cidade, as obras que precisava ser feitas e a legislação que necessitava de mudança. Lá pelo meio da conversa os dois me disseram: "Você precisa de Jesus... Você precisa conhecer a Deus!" Ao ouvir isso, caí com a cara no chão! Completamente desacordado. Comecei a lembrar o que Deus fizera em minha vida, sem que nunca me houvesse dado conta.
Uma vez fui assaltado por três homens; eles colocaram o revólver em minha cabeça e na barriga, levaram meu carro, e Deus me livrou. Noutra ocasião sofri um acidente terrível em São Paulo: meu carro pegou fogo e não morri. Também estive 22 dias internado, e 9 dias em coma no hospital, e sobrevivi. Sofri um terrível acidente na Via Dutra, quando um caminhão carregado de areia passou por cima do meu carro, eu e toda família dentro: ninguém morreu...Ali, com o rosto no chão, lembrando tudo aquilo, ouvi a voz de Deus me dizendo: "Você não quer, agora, deixar que eu cuide da sua vida de verdade? Não quer me entregar, agora, o seu coração?" Lembrando tudo, como se estivesse vendo um filme, e chorando por dentro, disse: "Sim, Deus, eu quero entregar a minha vida!" Quando disse isso, ouvi: "Bezerra, eu te recebo..." Ao abrir os olhos, chorando, vi diante de mim aquele casal de amigos.

Eles olharam para mim e disseram: "Bezerra, você quer entregar sua vida a Jesus?" E eu respondi: "Sim, eu quero!" Fiz minha primeira oração e entreguei a minha vida a Deus. Mas eu ainda tinha um problema muito sério; estava separado da minha mulher. Queria voltar para a família. Minha vida tinha sido muito complicada; eu era um péssimo chefe de família. Minha mulher e eu nos agredíamos verbalmente com palavrões, e a separação foi praticamente inevitável. Resolvi então retornar a casa e voltar a viver com ela. Foi terrível! Discutíamos muito. Até que eu desejei, do fundo do meu coração, juntamente com aquele casal, levá-la à Igreja. No dia marcado para isso, cheguei a minha casa e fui direto para o banheiro. Trancado, e chorando, fiz esta oração: "Senhor Jesus, salva a minha casa. Muda a minha vida! Transforma a minha família".

No carro, durante o percurso, minha mulher foi o tempo todo discutindo comigo. Ela queria que eu reagisse; que brigasse com ela, e acabasse voltando do meio no caminho. No entanto, dentro de mim eu repreendia o mal e clamava pela ajuda de Deus. Quando chegamos à porta daquela Igreja, algo maravilhoso aconteceu. Deus encheu o meu coração e a minha alma transbordou de alegria.

A reunião foi maravilhosa. No final, o reverendo disse a ela: "Deus deseja que você e seu marido voltem a se amar". Mas ela não aceitou. Contudo o reverendo tinha tanta convicção do que estava dizendo que respondeu: "Posso ir à sua casa e orar por sua família?" Ela respondeu: Pode, às 18 h". (Respondeu afirmativamente porque sabia que na sexta-feira, às 14 h, assinaríamos a separação.)

Desesperado, e ao mesmo tempo confiante no que Deus poderia fazer na minha vida, liguei para o advogado e disse: "Olha, eu não quero mais assinar a separação"; "Mas é impossível! Está tudo preparado!"; "Por favor, não apareça aqui amanhã! Por favor não venha..."

E ele não foi. Na sexta-feira, desesperada, ela ligou muitas vezes para o advogado, mas inutilmente. Até que às 18 h chegou o reverendo. Confiante, ele pediu licença para orar. Enquanto clamava a Deus por nossa vida, disse que havia em nosso quarto um altar espírita de adoração. E descreveu-o com tanta precisão que minha mulher e eu ficamos muito impressionados. Chocado com aquilo, confirmei ser verdade. Então perguntei-lhe: "Que devo fazer?" "Amigo, quebre tudo!" - respondeu incisivo.

E o mais impressionante: enquanto eu quebrava o altar, minha filha de apenas dois anos de idade pegou uma Bíblia que eu tinha em casa - uma Bíblia histórica Barsa -, levou-a até minha mulher, abriu-a, apontou com o dedinho, e disse: "mamãe, lê aqui". Minha mulher, sem entender nada, olhou e leu sobre o divórcio. Minha esposa começou a chorar... No dia seguinte, enquanto fazia compras, em profunda depressão ela pensou em várias maneiras de suicídio: atirar-se debaixo de um carro, jogar-se da janela do apartamento, tomar veneno, cortar o pulso etc. Mas não conseguiu. Deus estava operando na sua e na nossa vida.

Quando no dia seguinte voltamos à igreja, o reverendo perguntou do lugar onde estava ministrando: "Existe alguém neste lugar que já tentou tirar a sua própria vida muitas vezes, e ontem mesmo tentou o suicídio mais uma vez?" Naquele momento, totalmente contrita e desesperada, minha mulher levantou-se e entregou sua vida a Jesus. Nós nos reconciliamos, e nosso casamento foi completamente restaurado.

A saúde de minha esposa também foi restaurada! Hoje, graças a Deus, somos muito felizes e temos três filhas lindas. Tudo mudou. Eu sou um homem livre!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Como "funcionam" os "tratamentos espirituais"

Problemas existem por causa de nossas imperfeições. Mas ao invés de encararmos o desafio de resolvê-los, para desenvolver nossas aptidões, preferimos a preguiçosa iniciativa de pedir para que forças do além resolvam para nós. Um cacoete muito comum das religiões, onde Deus é transformado em Servo da humanidade (ué, os servos de Deus não éramos nós?), adiando essa grande oportunidade de crescimento espiritual.

Mas espíritos inferiores, disfarçados de superiores, adoram isso. É uma excelente oportunidade de sugar a energia de encarnados, já que esses espíritos, apesar de não terem o corpo, mantém os anseios materialistas, necessitando de alguém vivo para satisfazer seus desejos.

Tratamentos espirituais não deveria existir, mas existem. E podem ser nocivos, no caso do Espiritolicismo, essa versão imbecil da Doutrina Espírita, sincrética, mística, materialista e enganadora, que tem feito a alegria de dirigentes, médiuns, palestrantes e até de espíritos inferiores, emperrando de uma vez por todas qualquer tentativa de evolução espiritual, sobretudo a intelectual.

Não quero dizer que não exista auxílio espiritual. Existe o bom auxílio sim, mas longe da maioria dos centros espíritas que se propõem para tal. Normalmente, ele não é dado desta forma, além de que é indispensável o entendimento detalhado das obras de Allan Kardec, para a sua correta execução. Mas o que chamam de "tratamento espiritual", nada tem a ver com isso, tendo muito mais semelhanças com o que já é feito nas igrejas pentecostais, como a Universal.

Como se dá o "tratamento espiritual"?

Eu falei que os "tratamentos", altamente ritualísticos e quase materialistas (tratamento de doenças materiais), servem mais para satisfazer os anseios de espíritos inferiores, que dependem de encarnados para absorver energia fluídica.

Se dá da seguinte maneira: uma pessoa que tem um problema, procura um "centro espírita" para se tratar. O primeiro tratamento dá certo, para que a pessoa tratada perceba a eficiência do procedimento. Mais tarde, o problema volta ou outro problema aparece. A pessoa, vendo o "sucesso" do tratamento, retorna. E um ciclo vicioso começa a acontecer, para manter a pessoa vinculada aos espíritos que participam do processo.

Esse vínculo é importante para os espíritos materialistas, pois transforma a pessoa tratada em uma espécie de escrevo de suas vontades. Com o tempo, a pessoa vai acumulando problemas e mais problemas, apesar de quase nunca morrer (só em casos raros e bem específicos), já que ele precisa estar vivo para ser sugado pelos vampiros do além.

Isso é muito ruim, pois a vida da pessoa só vai piorando, servindo de "tiro pela culatra" em relação ao objetivo original de se livrar de um problema.

Não é melhor esquecer a influência nefasta dessa pirataria doutrinária e procurar resolver os problemas por conta própria? Espiritismo, só o de Kardec e ele é que poderá servir de apoio real para que com a sua valiosa lição, possamos resolver com muito mais facilidade e eficiência os problemas cotidianos, sem a intervenção de entidades não-confiáveis.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"Movimento espírita" não consegue explicar suas contradições

O "movimento espírita", sabemos, está reagindo contra as contestações que se multiplicam na Internet e agravam a crise que vive a doutrina brasileira.

Seus líderes, se afirmando tristes diante de "lamentáveis ocorrências", reclamam da falta de misericórdia, compreensão e até "conhecimento da doutrina" por parte dos questionadores, e afirmam que estes é que estão sendo incomodados com a "missão de amor e fraternidade" que o "espiritismo" brasileiro simboliza em tese.

O grande problema é que esses líderes, que estufam seus peitos mesmo diante do coitadismo para dizer que os contestadores estão "confusos", mal sabem a confusão que está dentro deles. Afinal, se existe contestação, ela ocorre pelas contradições que os "espíritas" têm em abraçar, em tese, tanto o cientificismo de Allan Kardec quando o igrejismo de Francisco Cândido Xavier.

Observamos algumas páginas "espíritas" recentes, sem deixarmos de analisar também os "exemplos" de Chico Xavier e Divaldo Franco, e o que se percebe é a postura dúbia que vigora nos últimos 40 anos, em que os "espíritas" fazem juras de amor e fidelidade a Allan Kardec, mas na prática o traem abraçando práticas e abordagens contrárias às do pedagogo francês.

Eles simplesmente não investem na análise e são apenas seletivos nas citações de Allan Kardec. Tornam-se tendenciosos quando fingem concordar com Erasto, quando ele falava dos inimigos no interior da Doutrina Espírita, sem perceber que o espírito do discípulo de Paulo de Tarso se dirigia justamente aos "queridos" Chico e Divaldo, dois dos maiores inimigos da doutrina de Allan Kardec, na medida em que difundem ideias contrárias à doutrina do professor francês.

A seletividade dos textos tenta evitar pontos polêmicos, o que é contraditório para o "movimento espírita", tão inclinado a falar em conhecimento, ciência e inteligência humana. Não há sequer um confronto entre o que Chico Xavier e Divaldo Franco escreveram com o que pensava Allan Kardec, uma comparação que pudesse trazer as contradições doutrinárias observadas nos dois anti-médiuns.

De Divaldo Franco, por exemplo, quase não se observa a apreciação de livro algum de sua bibliografia. O máximo que os "espíritas" a ele solidários fazem a respeito de seus livros é apenas citar o momento do lançamento dos mesmos, em cerimônias de autógrafos e presença de membros da altíssima sociedade. 

O falecido jornalista da BBC, Malcolm Muggeridge, que "inventou" o mito de Madre Teresa de Calcutá, iria adorar, se vivo fosse, ver Divaldo Franco ao lado de governantes, empresários, socialites e deputados, na sua "humilde" capacidade de "se entrosar" com os ricos e poderosos sob o pretexto da "união sem interesses" com todas as classes, visando a "solidariedade", o "perdão" e a "paz".

Ninguém analisa as obras, os livros, ninguém confronta. Nós observamos que os trechos expostos nos blogues e publicações "espíritas" são sempre os mesmos, sempre os mesmos trechos dos livros de Allan Kardec - geralmente aqueles que foram mal traduzidos por Guillón Ribeiro - , sempre as mesmas passagens que aparentemente agradam os "espíritas", que podem interpretar em causa própria as ideias de Kardec.

O aviso de Erasto e os critérios do Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos só são vagamente evocados e até mesmo reproduzidos em seus fundamentos, mas dentro de uma maneira tendenciosa dos picaretas se passarem por honestos condenando a picaretagem dos outros, de preferência os "peixes pequenos" dos "centros espíritas" concorrentes, geralmente de "fundo de quintal".

O fato de que a chamada "nata" do "movimento espírita" tem alta reputação e, aparentemente, goza de prestígio e popularidade, não significa que é da parte deles que está a coerência e a integridade da abordagem da Doutrina Espírita. Pelo contrário, é desses grandes nomes, que na sua vaidade acham que terão um lugar nobre no banquete divino, é que estão os piores delitos.

São os líderes "espíritas" que cobram "coerência", "paz", "conhecimento" e "união", que clamam chorosamente por "perdão e misericórdia" por erros "eventuais", que mais violam tudo isso que seus desesperados apelos pedem, em palavras arrumadas e posturas aparentemente sóbrias, falsamente nobres.

Eles é que criam conflitos ao adotar a contraditória apreciação de Kardec e de Xavier, que estabelecem incoerências, confusões, desconhecimentos diversos. São os que apoiam a falsa prática mediúnica, de forjar mensagens da própria mente do suposto médium, para disfarçar tamanhas fraudes com apelos religiosos e recados fraternais, como se isso limpasse a "impureza" da falsidade ideológica.

São eles, os líderes "espíritas", que buscam caprichar na pose de seriedade, no discuso ao mesmo tempo sereno e enérgico, nas palavras bem arrumadas e nos apelos emocionais, os que mais bagunçam com a doutrina de Allan Kardec. E se acham inabaláveis, por combinar seu status de liderança com a roupagem de humildade de suas atividades.

Eles estão confiantes que sobreviverão intatos e imunes em suas contradições. Eles se acham seguros de que Allan Kardec está no lado deles e aceita todo tipo de traição doutrinária que se vê nos livros de Chico Xavier, Divaldo Franco e companhia. 

Enganam-se os "espíritas" diante dessa tranquilidade, já que se pesquisarmos bem tudo o que é feito pelo "espiritismo" brasileiro, não haverá dificuldade em constatar que Allan Kardec reprovaria tudo isso, de maneira imediata e irreversível.

domingo, 11 de outubro de 2015

Chiquistas não costumam dar bom exemplo de solidariedade

Deu a louca na Internet. Além da mania da leitura de livros para colorir (?!) que encabeçam a lista dos mais vendidos no país - num mercado que se esperasse ser voltado para textos, não para desenhos - , agora são os internautas nas mídias sociais que passam a discriminar pessoas com senso crítico bastante aguçado.

O boicote às pessoas que "reclamam demais" é um reflexo do trauma provocado pela transformação do ativismo social emergente em junho de 2013 em focos de desordem e vandalismo. Só que, em vez dos vândalos e reacionários fanáticos serem boicotados e discriminados, são as pessoas de bem que, apenas por uma casualidade, passaram a questionar com profundidade e frequência todo tipo de problema cotidiano.

O pior exemplo vem justamente de seguidores de Francisco Cândido Xavier, que em tese se consideram dotados dos mais elevados valores de solidariedade e compaixão. Um jovem nos enviou e-mail reclamando de uma moça que o tem como seguidor no Facebook, não é uma fanática religiosa mas adora as frases de Chico Xavier, e que o desprezou num eventual encontro na rua.

"Estava eu com um amigo, andando pela rua, e essa moça me cumprimentou friamente, e parecia nervosa, como se não suportasse minha presença. Fiquei muito magoado. Ela já me foi gentil e simpática em outras ocasiões".

Depois das "patrulhas" de trolls que defendiam o "estabelecido" no Orkut e no auge do Facebook, modismo que gerou repercussão negativa depois dos ataques racistas a várias negras - entre elas a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, da Rede Globo - , agora é o afastamento das pessoas em princípio moralmente melhores, mas ainda presas a preconceitos sociais rigorosos.

As pessoas que questionam muitas coisas passam a ser vítimas de preconceito. São vistas como "chatas" e "insuportáveis". São boicotadas em eventos sociais, discriminadas no mercado de trabalho, tratadas com desdém na Internet. O Brasil passou por retrocessos profundos nos últimos 50 anos e contestar com profundidade e espírito de ação tornou-se algo equivocadamente visto como antissocial.

Claro, a influência de Chico Xavier nas mídias sociais, em que sua figura é endeusada no Facebook e no YouTube, diz muito até para gente que aparentemente nada tem a ver com ele e sua religiosidade. É porque ele é reflexo de um desejo ao mesmo tempo de isolamento das pessoas nas mídias sociais e também uma busca frenética por analgésicos sociais.

Ninguém parece interessado em melhorar o país, e as pessoas correm para refúgios, para válvulas de escape aos problemas diversos, e se não anulam em todo o ato de questionar as coisas, estabelecem limites muito rígidos.

Daí o refúgio para ver coisas engraçadas nos vídeos publicados no WhatsApp, "ler" livros para colorir, postar fotos em boates e bares, exaltar cerveja e times de futebol - cariocas, de preferência, já que o fanatismo pelo futebol, no Rio de Janeiro, é praticamente uma obrigação social: o carioca quando quer conhecer alguém pergunta seu time antes de perguntar seu nome - , e, eventualmente, a mais derramada devoção religiosa.

A busca por soluções diabéticas de anestesia social faz com que a "boa sociedade" corra para as cavernas digitais das mídias sociais, e se prender nas ilusões e fantasias diversas. Até quem é mais culto prefere viver seu saudosismo, aceitar que a MPB e o rock vão desaparecer diante da avassaladora imbecilização de falsos emepebistas e roqueiros no "céu aberto" da visibilidade.

Pessoas agora felizes porque apreciam a boa cultura nos espaços cada vez mais raros e escassos, conformados em falar consigo mesmos e expressando envergonhado mas decisivo consentimento de ver sua cultura empastelada por emissoras de FM e TV aberta que trabalham rebeldes, populares e intelectuais como verdadeiros idiotas.

E os chiquistas, eles são felizes por não precisarem de amigos, nem de familiares. Só querem saber de Chico Xavier, cultuado pela turma numerosa mas, mesmo assim, fechada, de fanáticos seguidores. Eles até têm o playground midiático aos seus pés, como também têm os arautos da mediocridade cultural ou mesmo os caricatos roqueiros amestrados pela Rádio Cidade e a paulista (e malufista) 89 FM. Afinal, quem quer o "estabelecido" tem o céu abrindo à sua frente.

Já quem quer cultura de verdade, se contenta com rádios digitais que poucos ouvem, apesar das promessas de "dominar o mundo". Mas as FMs caricatas, mesmo as que repousam sob o rótulo de "rádios rock", também têm canais na Internet e, mesmo canastronas, roubam a cena, por causa de um lobby poderoso do mercado associado. 

Todos ficam felizes nos seus espaços fechados. Fala-se até em maçonificação da cultura de qualidade, transformada num clube fechado de poucos privilegiados que só falam entre si e mal conseguem aparecer na sociedade. 

Se alegram quando um músico de MPB toca num programa de fim de noite numa TV comunitária, em que mesmo apenas um quinto da "maçonaria" é informado de sua ocorrência. Ficam de braços cruzados, com a dupla satisfação que a MPB, na grande mídia, "vive" na sua fossilizada forma de tributos e homenagens, sem produzir coisa nova e de impacto diante da selva de ídolos bregas e cada vez mais comerciais.

Questionar tudo isso é visto como antissocial, porque questionar o jeitinho brasileiro que transforma injustiçados em resignados cria uma série de tensões que ninguém quer assumir. O jeito é colocar os problemas debaixo do tapete e se refugiar em adegas para beber "aquele licor" de gosto doce e amargo ao mesmo tempo e jogar conversas engraçadas fora.

Ser amigo virou um processo de pessoas competirem com piadas. Rodas de amigo mais parecem concursos de stand up comedy, frequentemente com a diferença que os comediantes informais ficam sentados. Não é um senso de humor espontâneo, porque as pessoas não parecem inclinadas a transmitir afeições, mas trocar com os outros não ideias, mas piadas hilariantes.

Os chiquistas é que simulam algo mais "fraternal" e "amigo", quando se ligam à devoção religiosa. Eles até que não são muito afeitos a piadas, da qual sentem apreço moderado, até pelo fato de que, por exemplo, concebem uma vida espiritual na forma do sisudíssimo bosque com prédios imponentes que atribuem à suposta colônia Nosso Lar.

Mas o que une chiquistas e "laicos" é o desprezo à verdadeira solidariedade, a criminalização da contestação crítica dos retrocessos cotidianos, algo aberrante se percebemos que existe maior aceitação social para pessoas que chamam Lula e Dilma de "gângsteres nazistas". Muitos sentem medo de ver antigos feminicidas morrerem de repente, mas aceitam que outros perguntem "por que não mataram todos (os esquerdistas) em 1964?".

Essas ocorrências só mostram o quanto é deficitária a noção de solidariedade, fraternidade e respeito humano. As pessoas não repudiam tanto os Revoltados On Line e, entre um Kim Kataguiri e um anônimo que questiona as arbitrariedades do establishment midiático e mercadológico, eles ficam com o primeiro, que lhes parece "menos chato".

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O "Espiritismo" brasileiro vai ficar calado diante do avanço do Fundamentalismo Cristão? Certamente vai

O "espíritas" brasileiros são um bando de ingênuos, só pode ser! Um imenso e cruel fundamentalismo cristão prestes a se instalar no país, com meta de eliminar uma grande quantidade de direitos fundamentais e eles se preocupando em associar uma descoberta em outro planeta com o Único propósito de canonizar o seu querido aiatolá Come Ninguém, o tal do Chico Xavier como "dono máximo da humanidade terrena".

É risível ver que os brasileiros que pensam que são "espíritas" fiquem ocupados e preocupados com algo que não vai interferir em nosso cotidiano e que só serve para satisfazer as suas taras particulares por um velhinho inútil que nada contribuiu para a melhoria geral de toda a sociedade, glorificado apenas por causa de um estereótipo que não condiz com a realidade.

E sinceramente, o "Espiritismo" brasileiro se junta aos fundamentalistas cristãos na responsabilidade pelas consequências que haverão com a imitação drásticas de direitos humanos com o intuito de satisfazer uma divindade cuja existência nunca foi comprovada e nem tem condições de ser.

Ao invés de estimular a racionalidade que deveria ser peculiar à doutrina, o "Espiritismo" brasileiro preferiu levar adiante a fé cega, parasitando a ciência para que ela aprove as tolices que surgiram através da fé cega. Para os "espíritas" a ciência é apenas um cartório para legitimar a fé irracional.

E enquanto os tolos comemoram uma conquista científica como se fosse a canonização de um suposto líder religioso (e puramente religioso), os neo-pentecostais seguem silenciosamente fazendo seu vandalismo sacro, destruindo conquistas sociais e instalando no Brasil uma réplica modernosa do trevoso mundo medieval dos feudos e da teocracia política.

O "Espiritismo" brasileiro jogou na incineradora a oportunidade de educar a sociedade para a racionalidade séria, preferindo se ocupar com asneiras cada vez mais absurdas e do fanatismo cego por um caipira mineiro que correspondia a estereótipos superficiais que agradam as taras cristãs típicas de preguiçosos intelectuais em momentos de carência.

Os "espíritas" brasileiros responderão por esta violenta negligência e a cada dia provam ser uma seita irracional, tola, babaca e que prefere mendigar a aprovação de cientistas para as suas asneiras do que se esforçar por uma racionalidade séria, responsável quefaça o mundo andar para a frente e não ara trás como tem sido.

Cada vez mais sabemos que Chico Xavier foi o grande câncer que destrói ainda mais o Brasil. Os neo-pentecostais agradecem ao "bom velhinho" e aiatolá dos "espíritas", pelo favor prestado a eles.

A teimosia dos "espíritas" tradicionais

Fica aqui a impressão de que nosso trabalho de coerência doutrinária é em vão. mesmo com alto nível de apostasia, há seguidores de Chico ...