segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Como "funcionam" os "tratamentos espirituais"

Problemas existem por causa de nossas imperfeições. Mas ao invés de encararmos o desafio de resolvê-los, para desenvolver nossas aptidões, preferimos a preguiçosa iniciativa de pedir para que forças do além resolvam para nós. Um cacoete muito comum das religiões, onde Deus é transformado em Servo da humanidade (ué, os servos de Deus não éramos nós?), adiando essa grande oportunidade de crescimento espiritual.

Mas espíritos inferiores, disfarçados de superiores, adoram isso. É uma excelente oportunidade de sugar a energia de encarnados, já que esses espíritos, apesar de não terem o corpo, mantém os anseios materialistas, necessitando de alguém vivo para satisfazer seus desejos.

Tratamentos espirituais não deveria existir, mas existem. E podem ser nocivos, no caso do Espiritolicismo, essa versão imbecil da Doutrina Espírita, sincrética, mística, materialista e enganadora, que tem feito a alegria de dirigentes, médiuns, palestrantes e até de espíritos inferiores, emperrando de uma vez por todas qualquer tentativa de evolução espiritual, sobretudo a intelectual.

Não quero dizer que não exista auxílio espiritual. Existe o bom auxílio sim, mas longe da maioria dos centros espíritas que se propõem para tal. Normalmente, ele não é dado desta forma, além de que é indispensável o entendimento detalhado das obras de Allan Kardec, para a sua correta execução. Mas o que chamam de "tratamento espiritual", nada tem a ver com isso, tendo muito mais semelhanças com o que já é feito nas igrejas pentecostais, como a Universal.

Como se dá o "tratamento espiritual"?

Eu falei que os "tratamentos", altamente ritualísticos e quase materialistas (tratamento de doenças materiais), servem mais para satisfazer os anseios de espíritos inferiores, que dependem de encarnados para absorver energia fluídica.

Se dá da seguinte maneira: uma pessoa que tem um problema, procura um "centro espírita" para se tratar. O primeiro tratamento dá certo, para que a pessoa tratada perceba a eficiência do procedimento. Mais tarde, o problema volta ou outro problema aparece. A pessoa, vendo o "sucesso" do tratamento, retorna. E um ciclo vicioso começa a acontecer, para manter a pessoa vinculada aos espíritos que participam do processo.

Esse vínculo é importante para os espíritos materialistas, pois transforma a pessoa tratada em uma espécie de escrevo de suas vontades. Com o tempo, a pessoa vai acumulando problemas e mais problemas, apesar de quase nunca morrer (só em casos raros e bem específicos), já que ele precisa estar vivo para ser sugado pelos vampiros do além.

Isso é muito ruim, pois a vida da pessoa só vai piorando, servindo de "tiro pela culatra" em relação ao objetivo original de se livrar de um problema.

Não é melhor esquecer a influência nefasta dessa pirataria doutrinária e procurar resolver os problemas por conta própria? Espiritismo, só o de Kardec e ele é que poderá servir de apoio real para que com a sua valiosa lição, possamos resolver com muito mais facilidade e eficiência os problemas cotidianos, sem a intervenção de entidades não-confiáveis.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"Movimento espírita" não consegue explicar suas contradições

O "movimento espírita", sabemos, está reagindo contra as contestações que se multiplicam na Internet e agravam a crise que vive a doutrina brasileira.

Seus líderes, se afirmando tristes diante de "lamentáveis ocorrências", reclamam da falta de misericórdia, compreensão e até "conhecimento da doutrina" por parte dos questionadores, e afirmam que estes é que estão sendo incomodados com a "missão de amor e fraternidade" que o "espiritismo" brasileiro simboliza em tese.

O grande problema é que esses líderes, que estufam seus peitos mesmo diante do coitadismo para dizer que os contestadores estão "confusos", mal sabem a confusão que está dentro deles. Afinal, se existe contestação, ela ocorre pelas contradições que os "espíritas" têm em abraçar, em tese, tanto o cientificismo de Allan Kardec quando o igrejismo de Francisco Cândido Xavier.

Observamos algumas páginas "espíritas" recentes, sem deixarmos de analisar também os "exemplos" de Chico Xavier e Divaldo Franco, e o que se percebe é a postura dúbia que vigora nos últimos 40 anos, em que os "espíritas" fazem juras de amor e fidelidade a Allan Kardec, mas na prática o traem abraçando práticas e abordagens contrárias às do pedagogo francês.

Eles simplesmente não investem na análise e são apenas seletivos nas citações de Allan Kardec. Tornam-se tendenciosos quando fingem concordar com Erasto, quando ele falava dos inimigos no interior da Doutrina Espírita, sem perceber que o espírito do discípulo de Paulo de Tarso se dirigia justamente aos "queridos" Chico e Divaldo, dois dos maiores inimigos da doutrina de Allan Kardec, na medida em que difundem ideias contrárias à doutrina do professor francês.

A seletividade dos textos tenta evitar pontos polêmicos, o que é contraditório para o "movimento espírita", tão inclinado a falar em conhecimento, ciência e inteligência humana. Não há sequer um confronto entre o que Chico Xavier e Divaldo Franco escreveram com o que pensava Allan Kardec, uma comparação que pudesse trazer as contradições doutrinárias observadas nos dois anti-médiuns.

De Divaldo Franco, por exemplo, quase não se observa a apreciação de livro algum de sua bibliografia. O máximo que os "espíritas" a ele solidários fazem a respeito de seus livros é apenas citar o momento do lançamento dos mesmos, em cerimônias de autógrafos e presença de membros da altíssima sociedade. 

O falecido jornalista da BBC, Malcolm Muggeridge, que "inventou" o mito de Madre Teresa de Calcutá, iria adorar, se vivo fosse, ver Divaldo Franco ao lado de governantes, empresários, socialites e deputados, na sua "humilde" capacidade de "se entrosar" com os ricos e poderosos sob o pretexto da "união sem interesses" com todas as classes, visando a "solidariedade", o "perdão" e a "paz".

Ninguém analisa as obras, os livros, ninguém confronta. Nós observamos que os trechos expostos nos blogues e publicações "espíritas" são sempre os mesmos, sempre os mesmos trechos dos livros de Allan Kardec - geralmente aqueles que foram mal traduzidos por Guillón Ribeiro - , sempre as mesmas passagens que aparentemente agradam os "espíritas", que podem interpretar em causa própria as ideias de Kardec.

O aviso de Erasto e os critérios do Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos só são vagamente evocados e até mesmo reproduzidos em seus fundamentos, mas dentro de uma maneira tendenciosa dos picaretas se passarem por honestos condenando a picaretagem dos outros, de preferência os "peixes pequenos" dos "centros espíritas" concorrentes, geralmente de "fundo de quintal".

O fato de que a chamada "nata" do "movimento espírita" tem alta reputação e, aparentemente, goza de prestígio e popularidade, não significa que é da parte deles que está a coerência e a integridade da abordagem da Doutrina Espírita. Pelo contrário, é desses grandes nomes, que na sua vaidade acham que terão um lugar nobre no banquete divino, é que estão os piores delitos.

São os líderes "espíritas" que cobram "coerência", "paz", "conhecimento" e "união", que clamam chorosamente por "perdão e misericórdia" por erros "eventuais", que mais violam tudo isso que seus desesperados apelos pedem, em palavras arrumadas e posturas aparentemente sóbrias, falsamente nobres.

Eles é que criam conflitos ao adotar a contraditória apreciação de Kardec e de Xavier, que estabelecem incoerências, confusões, desconhecimentos diversos. São os que apoiam a falsa prática mediúnica, de forjar mensagens da própria mente do suposto médium, para disfarçar tamanhas fraudes com apelos religiosos e recados fraternais, como se isso limpasse a "impureza" da falsidade ideológica.

São eles, os líderes "espíritas", que buscam caprichar na pose de seriedade, no discuso ao mesmo tempo sereno e enérgico, nas palavras bem arrumadas e nos apelos emocionais, os que mais bagunçam com a doutrina de Allan Kardec. E se acham inabaláveis, por combinar seu status de liderança com a roupagem de humildade de suas atividades.

Eles estão confiantes que sobreviverão intatos e imunes em suas contradições. Eles se acham seguros de que Allan Kardec está no lado deles e aceita todo tipo de traição doutrinária que se vê nos livros de Chico Xavier, Divaldo Franco e companhia. 

Enganam-se os "espíritas" diante dessa tranquilidade, já que se pesquisarmos bem tudo o que é feito pelo "espiritismo" brasileiro, não haverá dificuldade em constatar que Allan Kardec reprovaria tudo isso, de maneira imediata e irreversível.

domingo, 11 de outubro de 2015

Chiquistas não costumam dar bom exemplo de solidariedade

Deu a louca na Internet. Além da mania da leitura de livros para colorir (?!) que encabeçam a lista dos mais vendidos no país - num mercado que se esperasse ser voltado para textos, não para desenhos - , agora são os internautas nas mídias sociais que passam a discriminar pessoas com senso crítico bastante aguçado.

O boicote às pessoas que "reclamam demais" é um reflexo do trauma provocado pela transformação do ativismo social emergente em junho de 2013 em focos de desordem e vandalismo. Só que, em vez dos vândalos e reacionários fanáticos serem boicotados e discriminados, são as pessoas de bem que, apenas por uma casualidade, passaram a questionar com profundidade e frequência todo tipo de problema cotidiano.

O pior exemplo vem justamente de seguidores de Francisco Cândido Xavier, que em tese se consideram dotados dos mais elevados valores de solidariedade e compaixão. Um jovem nos enviou e-mail reclamando de uma moça que o tem como seguidor no Facebook, não é uma fanática religiosa mas adora as frases de Chico Xavier, e que o desprezou num eventual encontro na rua.

"Estava eu com um amigo, andando pela rua, e essa moça me cumprimentou friamente, e parecia nervosa, como se não suportasse minha presença. Fiquei muito magoado. Ela já me foi gentil e simpática em outras ocasiões".

Depois das "patrulhas" de trolls que defendiam o "estabelecido" no Orkut e no auge do Facebook, modismo que gerou repercussão negativa depois dos ataques racistas a várias negras - entre elas a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, da Rede Globo - , agora é o afastamento das pessoas em princípio moralmente melhores, mas ainda presas a preconceitos sociais rigorosos.

As pessoas que questionam muitas coisas passam a ser vítimas de preconceito. São vistas como "chatas" e "insuportáveis". São boicotadas em eventos sociais, discriminadas no mercado de trabalho, tratadas com desdém na Internet. O Brasil passou por retrocessos profundos nos últimos 50 anos e contestar com profundidade e espírito de ação tornou-se algo equivocadamente visto como antissocial.

Claro, a influência de Chico Xavier nas mídias sociais, em que sua figura é endeusada no Facebook e no YouTube, diz muito até para gente que aparentemente nada tem a ver com ele e sua religiosidade. É porque ele é reflexo de um desejo ao mesmo tempo de isolamento das pessoas nas mídias sociais e também uma busca frenética por analgésicos sociais.

Ninguém parece interessado em melhorar o país, e as pessoas correm para refúgios, para válvulas de escape aos problemas diversos, e se não anulam em todo o ato de questionar as coisas, estabelecem limites muito rígidos.

Daí o refúgio para ver coisas engraçadas nos vídeos publicados no WhatsApp, "ler" livros para colorir, postar fotos em boates e bares, exaltar cerveja e times de futebol - cariocas, de preferência, já que o fanatismo pelo futebol, no Rio de Janeiro, é praticamente uma obrigação social: o carioca quando quer conhecer alguém pergunta seu time antes de perguntar seu nome - , e, eventualmente, a mais derramada devoção religiosa.

A busca por soluções diabéticas de anestesia social faz com que a "boa sociedade" corra para as cavernas digitais das mídias sociais, e se prender nas ilusões e fantasias diversas. Até quem é mais culto prefere viver seu saudosismo, aceitar que a MPB e o rock vão desaparecer diante da avassaladora imbecilização de falsos emepebistas e roqueiros no "céu aberto" da visibilidade.

Pessoas agora felizes porque apreciam a boa cultura nos espaços cada vez mais raros e escassos, conformados em falar consigo mesmos e expressando envergonhado mas decisivo consentimento de ver sua cultura empastelada por emissoras de FM e TV aberta que trabalham rebeldes, populares e intelectuais como verdadeiros idiotas.

E os chiquistas, eles são felizes por não precisarem de amigos, nem de familiares. Só querem saber de Chico Xavier, cultuado pela turma numerosa mas, mesmo assim, fechada, de fanáticos seguidores. Eles até têm o playground midiático aos seus pés, como também têm os arautos da mediocridade cultural ou mesmo os caricatos roqueiros amestrados pela Rádio Cidade e a paulista (e malufista) 89 FM. Afinal, quem quer o "estabelecido" tem o céu abrindo à sua frente.

Já quem quer cultura de verdade, se contenta com rádios digitais que poucos ouvem, apesar das promessas de "dominar o mundo". Mas as FMs caricatas, mesmo as que repousam sob o rótulo de "rádios rock", também têm canais na Internet e, mesmo canastronas, roubam a cena, por causa de um lobby poderoso do mercado associado. 

Todos ficam felizes nos seus espaços fechados. Fala-se até em maçonificação da cultura de qualidade, transformada num clube fechado de poucos privilegiados que só falam entre si e mal conseguem aparecer na sociedade. 

Se alegram quando um músico de MPB toca num programa de fim de noite numa TV comunitária, em que mesmo apenas um quinto da "maçonaria" é informado de sua ocorrência. Ficam de braços cruzados, com a dupla satisfação que a MPB, na grande mídia, "vive" na sua fossilizada forma de tributos e homenagens, sem produzir coisa nova e de impacto diante da selva de ídolos bregas e cada vez mais comerciais.

Questionar tudo isso é visto como antissocial, porque questionar o jeitinho brasileiro que transforma injustiçados em resignados cria uma série de tensões que ninguém quer assumir. O jeito é colocar os problemas debaixo do tapete e se refugiar em adegas para beber "aquele licor" de gosto doce e amargo ao mesmo tempo e jogar conversas engraçadas fora.

Ser amigo virou um processo de pessoas competirem com piadas. Rodas de amigo mais parecem concursos de stand up comedy, frequentemente com a diferença que os comediantes informais ficam sentados. Não é um senso de humor espontâneo, porque as pessoas não parecem inclinadas a transmitir afeições, mas trocar com os outros não ideias, mas piadas hilariantes.

Os chiquistas é que simulam algo mais "fraternal" e "amigo", quando se ligam à devoção religiosa. Eles até que não são muito afeitos a piadas, da qual sentem apreço moderado, até pelo fato de que, por exemplo, concebem uma vida espiritual na forma do sisudíssimo bosque com prédios imponentes que atribuem à suposta colônia Nosso Lar.

Mas o que une chiquistas e "laicos" é o desprezo à verdadeira solidariedade, a criminalização da contestação crítica dos retrocessos cotidianos, algo aberrante se percebemos que existe maior aceitação social para pessoas que chamam Lula e Dilma de "gângsteres nazistas". Muitos sentem medo de ver antigos feminicidas morrerem de repente, mas aceitam que outros perguntem "por que não mataram todos (os esquerdistas) em 1964?".

Essas ocorrências só mostram o quanto é deficitária a noção de solidariedade, fraternidade e respeito humano. As pessoas não repudiam tanto os Revoltados On Line e, entre um Kim Kataguiri e um anônimo que questiona as arbitrariedades do establishment midiático e mercadológico, eles ficam com o primeiro, que lhes parece "menos chato".

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O "Espiritismo" brasileiro vai ficar calado diante do avanço do Fundamentalismo Cristão? Certamente vai

O "espíritas" brasileiros são um bando de ingênuos, só pode ser! Um imenso e cruel fundamentalismo cristão prestes a se instalar no país, com meta de eliminar uma grande quantidade de direitos fundamentais e eles se preocupando em associar uma descoberta em outro planeta com o Único propósito de canonizar o seu querido aiatolá Come Ninguém, o tal do Chico Xavier como "dono máximo da humanidade terrena".

É risível ver que os brasileiros que pensam que são "espíritas" fiquem ocupados e preocupados com algo que não vai interferir em nosso cotidiano e que só serve para satisfazer as suas taras particulares por um velhinho inútil que nada contribuiu para a melhoria geral de toda a sociedade, glorificado apenas por causa de um estereótipo que não condiz com a realidade.

E sinceramente, o "Espiritismo" brasileiro se junta aos fundamentalistas cristãos na responsabilidade pelas consequências que haverão com a imitação drásticas de direitos humanos com o intuito de satisfazer uma divindade cuja existência nunca foi comprovada e nem tem condições de ser.

Ao invés de estimular a racionalidade que deveria ser peculiar à doutrina, o "Espiritismo" brasileiro preferiu levar adiante a fé cega, parasitando a ciência para que ela aprove as tolices que surgiram através da fé cega. Para os "espíritas" a ciência é apenas um cartório para legitimar a fé irracional.

E enquanto os tolos comemoram uma conquista científica como se fosse a canonização de um suposto líder religioso (e puramente religioso), os neo-pentecostais seguem silenciosamente fazendo seu vandalismo sacro, destruindo conquistas sociais e instalando no Brasil uma réplica modernosa do trevoso mundo medieval dos feudos e da teocracia política.

O "Espiritismo" brasileiro jogou na incineradora a oportunidade de educar a sociedade para a racionalidade séria, preferindo se ocupar com asneiras cada vez mais absurdas e do fanatismo cego por um caipira mineiro que correspondia a estereótipos superficiais que agradam as taras cristãs típicas de preguiçosos intelectuais em momentos de carência.

Os "espíritas" brasileiros responderão por esta violenta negligência e a cada dia provam ser uma seita irracional, tola, babaca e que prefere mendigar a aprovação de cientistas para as suas asneiras do que se esforçar por uma racionalidade séria, responsável quefaça o mundo andar para a frente e não ara trás como tem sido.

Cada vez mais sabemos que Chico Xavier foi o grande câncer que destrói ainda mais o Brasil. Os neo-pentecostais agradecem ao "bom velhinho" e aiatolá dos "espíritas", pelo favor prestado a eles.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Tese de que Chico Xavier previu vida em Marte é MENTIROSA

Uma grande mentira tenta aliciar o mundo científico através de uma tese que só faz sentido no Brasil marcado pela desinformação e pela mistificação fácil das coisas.

Essa tese é a de atribuir a Francisco Cândido Xavier o "pioneirismo" em até 80 anos de suposta previsão de existência de vida em Marte, através dos livros Cartas de uma Morta (1935), atribuído ao espírito de sua mãe, Maria João de Deus, e Novas Mensagens, usando o nome do falecido escritor Humberto de Campos.

A "façanha" foi festejada nos meios "espíritas" não só do Brasil como também na Europa, como atesta o blogue Artigos Espíritas, a partir de uma fofoca espalhada pelo radialista carioca Gerson Simões Monteiro desde 2004. Gerson é presidente da Rádio Rio de Janeiro AM e colunista do jornal carioca Extra.

O factoide teve repercussão favorecida por causa da visibilidade e prestígio de Gerson e do carisma até hoje altíssimo do enfocado, o anti-médium Chico Xavier. A tese não tem fundamento, mas mesmo assim é defendida pelos "espíritas" na esperança de que ela seja considerada não só nos seus meios, como comprovada e aceita nos meios científicos mais sérios.

Alguns trechos colhidos dos dois livros "psicografados" nem apresentam uma visão consistente e científica da coisa. São relatos que mais parecem narrativas fictícias, em que a imaginação fértil pressupõe aspectos que na verdade aludem a percepções terrenas. Não há qualquer tipo de indício de objetividade científica, como se pode garantir nessas passagens:

"Vi-me à frente de um lago maravilhoso, junto de uma cidade, formada de edificações profundamente análogas às da Terra. (...) Vi homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas, mas os seus organismos possuíam diferenças apreciáveis. Além dos braços, tinham ao longo das espáduas ligeiras protuberâncias à guisa de asas, que lhes prodigalizavam interessantes faculdades volitivas. (...) O ar é muitíssimo mais leve: conhecem os enigmas profundos da eletricidade, que usam com maestria; as edificações são análogas às da Terra; a vida em Marte é mais aérea – poderosas máquinas; embora existam oceanos, há pouca água; sistemas de canalização; poucas montanhas.

Assegurou-me, ainda, o desvelado mentor espiritual, que a humanidade de Marte evoluiu mais rapidamente que a Terra e que desde os pródromos da formação dos seus núcleos sociais nunca precisou destruir para viver, longe das concepções dos homens terrenos cuja vida não prossegue sem a morte e cujos estômagos estão sempre cheios de vísceras e de virtualhas de outros seres da criação".

(CARTAS DE UMA MORTA, 1935)

"Todos os grandes centros deste planeta (Marte), esclareceu o nosso amigo e mentor espiritual, sentem-se incomodados pelas influências nocivas da Terra, o único orbe de aura infeliz, nas suas vizinhanças mais próximas, e, desde muitos anos enviam mensagens ao globo terráqueo, através das ondas luminosas, as quais se confundem com os raios cósmicos cuja presença, no mundo, é registrada pela generalidade dos aparelhos radiofônicos.


Ainda há pouco tempo, o Instituto de Tecnologia da Califórnia inaugurou um vasto período de experiências, para averiguar a procedência dessas mensagens misteriosas para o homem da Terra, anotadas com mais violência pelos balões estratosféricos, conforme as demonstrações obtidas pelo Dr. Robert Millikan, nas suas experiências científicas".

"Tive, então, o ensejo de contemplar os habitantes do nosso vizinho, cuja organização física difere um tanto do arcabouço típico com que realizamos as nossas experiências terrestres. Notei, igualmente, que os homens de Marte não apresentam as expressões psicológicas da inquietação em que se mergulham os nossos irmãos das grandes metrópoles terrenas. Uma aura de profunda tranquilidade os envolve. É que, esclareceu o mentor que nos acompanhava, os marcianos já solucionaram os problemas do meio e já passaram pelas experimentações da vida animal, em suas fases mais grosseiras. Não conhecem os fenômenos da guerra e qualquer flagelo social seria, entre eles, um acontecimento inacreditável".

"Marte tem cidades fantásticas pela sua beleza inaudita: avenidas extensas e amplas, sendo as construções análogas às da Terra; a vegetação, de tonalidade vermelha, é muito mais exuberante do que a terrena. Marte é ‘um irmão mais velho e mais experimentado na vida; seus habitantes sempre oram ao Senhor do Universo, em benefício da humanidade terrena’; habitantes têm arcabouço físico algo diferente do terrestre; alimentação: através das forças atmosféricas".

(NOVAS MENSAGENS, 1939)

O "pioneirismo" de até 80 anos de Chico Xavier é atribuído a descobertas recentes feitas pela NASA (National Aeronautics and Space Administration), agência espacial dos EUA, entre 2004 e este ano, quando, anteontem, foram divulgadas fotos mostrando possíveis indícios de água salgada no território marciano.

O caráter mentiroso é que, com base nessa delirante tese, as discussões sobre a possibilidade de haver vida em Marte teriam sido "raras" e o tema de haver água e vida humana no solo marciano era "inédita" e "duvidosa" antes dos livros de Chico Xavier. Essa visão tem sentido SOMENTE no Brasil, porque no exterior ela é risível de tão desprovida de qualquer tipo de fundamento.

Em primeiro lugar, porque o assunto que os "espíritas" alegam ser "inédito" em Chico Xavier era bastante discutido por cientistas do século XIX. Os debates eram tão arrojados na época que inspirou até obras de ficção científica como A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds) livro de 1898 do escritor britânico H. G. Wells (1866-1946).

WILLIAM WHEWELL E PERCIVAL LOWELL JÁ FALAVAM, NO SÉCULO XIX, A MESMA COISA QUE SE ATRIBUI AOS LIVROS DE CHICO XAVIER

Uma boa amostra de como eram as atividades científicas relacionadas à tese de possível presença de água e seres humanos em Marte pode ser obtida pela própria NASA, que numa página inteira mostra os trabalhos de cientistas no século XIX, antes mesmo do nascimento de Chico Xavier. A página é acessível neste endereço.

O que chama a atenção é que o que se atribui como "relatos inéditos" supostamente trazidos por Chico Xavier já haviam sido mencionados pelo historiador da ciência britânico, William Whewell (1794-1866), afirmou sobre a possibilidade de haver mares e vida humana no solo de Marte. Whewell falava praticamente a mesma coisa que se atribui aos dois livros de Xavier.

A declaração do inglês Whewell - que popularizou o termo scientist, "cientista" - , foi feita em 1854. Se essa data é anterior à obra pioneira do Espiritismo, O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, ela é surpreendentemente anterior ao nascimento do maior deturpador da Doutrina Espírita, Chico Xavier, que nasceu em 1910, portanto 56 anos após a declaração de Whewell.

O astrônomo estadunidense, Percival Lowell (1955-1916), lançou três livros resultantes de seus estudos sobre o solo marciano, em seu observatório no Arizona. Foram eles: Mars (1895), Mars and its Canals (1906) e Mars as the Abode of Life (1908).

Note a data do livro mais recente da trilogia de Lowell: 1908. Dois anos antes de Chico Xavier nascer (1910), 27 anos antes de Cartas de uma Morta (1935) e 31 anos antes de Novas Mensagens (1939). Se lermos os livros de Lowell, com toda certeza acharíamos uma grande piada atribuir qualquer pioneirismo a Chico Xavier.

Afinal, Whewell e Lowell, para não dizer uma multidão de outros cientistas, já escreviam a mesma coisa que se vê nos livros de Xavier. Digamos isso, no sentido de relatar a existência de água e vida humana em Marte. 

Só que existe uma vantagem: os cientistas, mesmo quando fazem mera especulação, costumam analisar as coisas de forma objetiva e racional, como é de praxe no meio. Já Chico Xavier faz pregação religiosa travestida de tese científica, o que é inevitavelmente digno de contestação.

O que podemos concluir é que é definitivamente mentirosa a tese de "pioneirismo" das supostas previsões de Chico Xavier. Não tem como ir contra esta conclusão, porque o suposto pioneirismo do "médium" mineiro não possui fundamento algum. Argumentos e fatos vão contra qualquer tentativa de legitimar o suposto pioneirismo de Chico Xavier.

A alegada "façanha" atribuída a Chico Xavier, um boato "plantado" por um radialista "espírita", não é mais do que um recurso do sensacionalismo religioso feito para tentar recuperar o abatido "movimento espírita", transformando seu principal astro num falso cientista e num pretenso profeta, garantindo assim a submissão e a credulidade de seus seguidores e adeptos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Chico Xavier queria que ETs substituíssem "velho mundo" para recuperação da humanidade

A pretensa profecia da "data-limite", de Francisco Cândido Xavier, que fascina muitos brasileiros ainda seduzidos pela imagem "bondosa" do suposto médium e entorpecidas pelas delirantes idealizações que se faz dele, é na verdade um monte de absurdos.

Amontoados no livro Não Será em 2012, de Geraldo Lemos Neto e Marlene Nobre (esta já falecida) e no documentário Data-Limite Segundo Chico Xavier, as predições do anti-médium mineiro dadas a Geraldo em 1969, baseadas num sonho que Xavier teve após a chegada de uma tripulação da NASA à Lua, em 20 de julho daquele ano, os dados revelam-se absurdos numa análise mais cautelosa.

As predições - porque suposta e falsamente proféticas - de Chico Xavier são trabalhadas como se fossem relatos científicos, e analisados como se fossem dados de cunho geológico, sociológico, geográfico e antropológico, embora no final a "revelação" se mostrasse não mais do que um apelo religioso, uma propaganda tendenciosa do "movimento espírita".

Entre tantos absurdos que contrariam as realidades geológicas e sociológicas do mundo - como supor que os povos eslavos iriam migrar para o calorento Nordeste, o que causaria choque térmico entre os migrantes, que se sentiriam melhor se migrassem para o interior do Paraná ou Santa Catarina -  as "profecias" de Chico Xavier chamam a atenção pela tese de "destruição" do "velho mundo", devido a conflitos bélicos e catástrofes naturais.

A ignorância de Chico Xavier é tanta que ele supôs que norte-americanos, que normalmente iriam migrar para o eixo Rio-São Paulo no caso da destruição de seu país, iriam povoar o Norte brasileiro, ou que o Chile, integrante do mesmo Círculo de Fogo do Pacífico, zona de intensa atividade vulcânica e sísmica que inclui a Califórnia (EUA) e o Japão, seria poupado se caso houvesse destruição na América do Norte e na Ásia por "vulcões furiosos".

O que torna risível é que, para compensar o fim do "velho mundo", Chico Xavier alegava que o mundo remanescente - "coincidentemente" países majoritariamente religiosos, como o Brasil - iria receber missões de extraterrestres vindos de sociedades avançadas que trariam valores e conhecimentos que ajudariam na recuperação da humanidade.

A estória da destruição do "velho mundo", sonhada pelo católico Chico Xavier, remete à evocação de uma outra decadência, o fim da Antiguidade clássica trazida pela transformação do Império Romano em uma teocracia, com os últimos séculos do Império Romano do Ocidente e a ascensão do Império Romano do Oriente (depois Império Bizantino) que inaugurariam o período obscurantista chamado Idade Média.

A Antiguidade Clássica foi marcada de uma intensa proliferação de expressões artísticas, intelectuais, filosóficas e científicas que realizaram significativos avanços em humanidades embrutecidas, o que fez eliminar muitas das injustiças ou ao menos lançar questões profundas no âmbito do conhecimento. Mesmo mantendo sistemas escravistas e métodos bélicos de conquistas e dominação, a Antiguidade Clássica foi marcada por muitos avanços legislativos e diversos progressos sociais.

Com a Idade Média e a ascensão do Catolicismo, o caminho do progresso foi interrompido por cerca de mil anos, sendo o caminho só dificilmente retomado a partir do século XV. O Brasil, como nação, se estabeleceu no século XVI a partir de expedições de exploração, e demorou muito para que sua estrutura sociológica tivesse um mínimo de desenvolvimento humano. Em pleno alvorecer da Revolução Industrial e já na ascensão do pensamento socialista, por exemplo, a nação brasileira ainda teimava em manter o trabalho escravo, como "necessária" para o desenvolvimento econômico.

O "sonho" de Chico Xavier, que atribuiu para 2019 o "limite" para o "velho mundo" se "comportar direito" diante da humanidade da Terra, e que delirantemente atribuía as catástrofes naturais uma reação da "Mãe Natureza" (espécie de alter ego "científico" do Deus católico sob interpretação "espírita") ao terrorismo e às operações de guerra das nações da OTAN (Organização Tratato do Atlântico Norte), tem como objetivo transformar o Brasil num novo Império Bizantino.

Isso porque a catástrofe "prevista" por Chico Xavier eliminaria nações com elevado grau de desenvolvimento intelectual, sócio-cultural e científico, do qual apenas há réplicas relativas nas sociedades remanescentes, como cópias de documentos e produtos culturais reproduzidos nas nações do Hemisfério Sul. No entanto, a catástrofe eliminaria uma série de artistas, intelectuais e cientistas comprometidos com o desenvolvimento do mundo, enquanto sobrariam regiões em que a mediocrização cultural é fator dominante e determinante de atraso e retrocesso social.

O fim do "velho mundo", segundo o sonho dormido por Xavier, seria compensado com chegada de naves espaciais que trariam membros de sociedades avançadas para ensinar valores de "solidariedade" e "desenvolvimento moral e intelectual". Eles estabeleceriam, segundo Xavier, um projeto de recuperação da sociedade abalada pelas catástrofes que dizimariam os "irmãos do Norte".

Só que a tese do mundo desnorteado - em todos os sentidos - contradiz a realidade que ocorre em nossos dias. Os focos de terrorismo não necessariamente são os da Europa e EUA, mas apenas uma parte do "velho mundo", como o Oriente Médio, que vai do Norte da África até o Centro da Ásia. É certo que existem focos de violência e vandalismo nos EUA, França, Espanha e Itália, mas não da forma como sugere o "sonho" de Chico Xavier.

Por outro lado, as migrações que chegam ao Brasil não são de povos europeus e estadunidenses, mas em maioria de haitianos, cubanos e parte dos refugiados que deixam nações em guerras como Sudão, Iraque, Síria, Egito e Nigéria. Mas essas populações partem também para países europeus, em especial a Itália e outros países do Mediterrâneo,

Enquanto isso, catástrofes naturais começam a acontecer no Brasil. Ciclones extra-tropicais foram vistos até em Nova Iguaçu e Campo Grande, no Estado do Rio de Janeiro, e em Florianópolis, Santa Catarina. Cidades do interior no Sul e Sudeste são cenários de tornados. Terremotos são notados em cidades do Mato Grosso, Minas Gerais e Estados do Nordeste. Algo impensado no sonho de Xavier que imaginava o Brasil como um semi-paraíso.

Estamos próximos a 2019 e a realidade já desmentiu o sonho de Chico Xavier. O Brasil em intensa crise de valores e fortes tensões sociais - houve vestígio de um movimento neo-nazista inspirado na Klu Klux Klan sendo anunciado em Niterói - , além da forte crise econômica causada justamente pela euforia dos grandes eventos trazidas com o "penta" da Copa de 2002 (o "dia feliz" que culminou com o "óbito sereno" do anti-médium), impedem que o Brasil assuma a tão sonhada posição de destaque no planeta. O "velho mundo", experiente, mesmo com uma Grécia à beira da falência, ainda pode se reinventar e se reavaliar. O Brasil é que precisa aprender muito com os retrocessos que hoje enfrenta.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Brasil, purgatório do mundo

É confortável para os brasileiros acreditar que o nosso país é um paraíso, um lugar perfeito, tranquilo e sem grandes catástrofes. Mas é uma imagem falsa, fora da realidade em que vivemos e que só serve para manter-nos iludidos e acomodados.

Para muitos espíritas, sobretudo os iniciantes e/ou dogmáticos, é uma - falsa - honra acreditar ser o nosso país a "terra escolhida", "pátria do evangelho", como se fôssemos privilegiados na caminhada da suposta evolução. Evolução que não evolui nada.

Somente a ideia de "povo escolhido" é absurda, já que isso supõe que Deus escolheria filhos preferidos para serem tratados de melhor forma que os outros. É uma ideia que para mim está 100% descartada. Mais fácil dizer que somos o purgatório do mundo, lugar onde temos a oportunidade de rever nossas ideias através de várias limitações.

Mas a ideia de purgatório não parece outro tipo de escolha de Deus? Claro que não! Para entendermos isso, devemos usar a lógica, ignorar dogmatismos e observar o que acontece com as pessoas em nosso país e o que elas fazem com os valores intelectuais e emotivos que regem a nossa sociedade.

A sociedade brasileira demonstra uma característica bem favorável a ideia de purgatório, um lugar nem bom como os países desenvolvidos, nem mau com a África ou o Oriente Médio, sendo um território onde as oportunidades de reajuste pessoal se tornam adequadas a eliminação de defeitos e aquisição de qualidades.

A ideia de purgatório é justamente a ideia de um lugar de tratamento, de adaptação e reajuste. É uma espécia de escola, onde deparamos com situações que servem de desafios a nós, forçando a buscar soluções para os problemas que apresentam, ajudando a desenvolver qualidades úteis a evolução do espírito.

É um lugar longe de ser perfeito pois, se não temos as tragédias costumeiras de outros lugares, temos desafios bem peculiares para enfrentar.

Por isso que nascem muitos espíritos em reajusta por aqui, para uma verdadeira reciclagem intelecto/moral que soa como sofrimento para almas materialistas, mas como verdadeiro aprendizado para quem consegue enxergar longe da vida momentânea.

A ideia de que o Brasil é um paraíso é uma ilusão. Aqui encontramos um verdadeiro laboratório de reciclagem que, se por um lado favorece a estabilização de ideias consideradas retrógradas, por outro serve de estímulo ao combate dessas mesmas ideias, mesmo que haja a necessidade de alguma tensão para haja o combate dos pensamentos que possam impedir o desenvolvimento espiritual da sociedade brasileira.

Convém lembrar que a divisão territorial é obra puramente material, feita pelos seres humanos. O sentimento de patriotismo é apenas uma amor pela divisão territorial estabelecida pela humanidade. O orgulho pelas características típicas de nosso país é algo que deve desaparecer com a maturidade espiritual, quando percebermos que todos no universo somos um só e que a limitação de território é só um resquício do sentimento de egoísmo territorial que não está coerente com a consciência de que somos todos parte de uma mesma e única família de todo o universo.

Aproveitemos bem as oportunidades de reajuste no purgatório em que vivemos. Com a evolução do planeta, pode ser que muitas almas aqui encarnadas tenham que sair para que possa favorecer a evolução deste limite territorial que damos o nome de Brasil, possa acompanhar a evolução do resto do Globo Terrestre.

A teimosia dos "espíritas" tradicionais

Fica aqui a impressão de que nosso trabalho de coerência doutrinária é em vão. mesmo com alto nível de apostasia, há seguidores de Chico ...