quarta-feira, 22 de abril de 2015

O fortalecimento da Igreja Espírita

Tenho notado um enfraquecimento nos fóruns que pretendem retomar as análises do verdadeiro Espiritismo. Há uma diminuição na quantidade de membros e de postagens. Líderes como José Manoel Barbosa e Jorge Murta faleceram. Membros remanescentes ainda não se uniram para fortalecer o retorno a sensatez kardeciana. Além disso tudo, vários blogues estão inativos, há muito tempo sem postagens novas. Há algo de ruim na inatividade do Espiritismo anti-igrejista.

Enquanto isso, os igrejistas, devotos de Chico Xavier e que superestimam demais o citado médium, colocando-o acima de Kardec e até de Jesus, retomam seu fôlego e se fortalecem, já que contam com o apoio social, midiático e principalmente de uma instituição forte, a FEB, que de "espírita" só tem o nome, mas que pretende transformar a doutrina em uma espécie de Neocatolicismo enrustido que acredita em reencarnação. Tudo sem o cientificismo original proposto por Kardec e pelos espíritos que o auxiliaram. 

Até mesmo leigos e laicos apoiam esse "Espiritismo" pirata que tem fortalecido há muitos anos. Não adiantou haver alertas de personalidades como Torterolli, Gélio Lacerda, André Dumas e Herculano Pires. Essa verdadeira Tábua Ouija em forma de seita que se transformou o Espiritismo no Brasil ganha cada vez mais força, por meio da divulgação intensa feita em prol da deturpação que distorce os conceitos originais de Kardec.

Até trabalhos pseudo-científicos tem sido feitos para tentar legitimar esta forma picareta praticada no Brasil, dando um caráter de seriedade a algo que no fundo não passa de uma tolice. Uma seita de papalvos (imbecis), segundo Herculano Pires. 

Tratamentos espirituais, versão "espírita" das penitências católicas, tem atraído muita gente, que sem entender nada, acaba sendo seduzida pelo clima de pieguice mórbida que entorpece as almas de desesperados a procura de um "herói" a resolver os seus mais complexos problemas. O "Espiritismo" brasileiro aprende cada vez mais com os pentecostais que promessas vazias são uma excelente isca para atrair escravos a satisfazer a mesquinharia dos líderes religiosos. Aí vem o IBGE, que é obrigado a registrar a falsa informação de que o "Espiritismo" cresce muito no Brasil, enquanto os verdadeiros e fiéis seguidores de Kardec diminuem a cada dia.

Para reforçar ainda mais essa confusão toda, a Feb conta com um mito fortíssimo, um santo católico que até 2002 representava um a divindade viva, que é o médium católico Chico Xavier, símbolo máximo dessa papagaiada toda. Católico, do nascimento até a morte, sem entender nada de Espiritismo, Xavier preferiu importar os delírios católicos e colocar na versão brasileira da doutrina, ao invés de fazer o contrário, alavancando o Catolicismo com conceitos sobre vida pós-morte.

Xavier virou o grande imã a atrair essa horda de alienados que pensam que "Espiritismo" é essa festa inerte do amor-paz-esperança que colabora cada vez mais para que o mundo continue como está. Transformação da humanidade? Novos tempos? Onde, meu filho? Com um mundo cada vez pior, com pessoas que pensam e amam como espantalhos e onde os problemas se agravam cada vez mais?

Triste saber que essa Igreja "Espírita" cresce a cada dia, enganando cada vez mais as pessoas. Seguidores de Chico Xavier continuam com os mesmos defeitos, com a mesma inércia, talvez esperando que o falecido médium faça a transformação que os próprios seguidores se recusam a fazer. Vemos nos discípulos de Xavier muitos defeitos que eles se recusam a eliminar, o que prova a incompetência total do mito do "Grande Médium" em transformar a sociedade para melhor.

Vamos continuar com este blogue, para compensar a inércia de outros e estaremos em fóruns sérios, analisando aspectos do verdadeiro Espiritismo, longe de qualquer louvor alucinógeno e do endeusamento de personalidades. Há muito trabalho pela frente, árduo e dolorido, para que possamos colocar nas cabeças ocas desses papalvos que tudo aquilo que eles chamam de "Espiritismo", é uma farsa, criada aos moldes dos católicos e neopentecostais para seduzir as massas e garantir as gordas rendas das lideranças religiosas que como raposas se alimentam da ingenuidade de seu rebanho de ovelhas.

sábado, 11 de abril de 2015

Os erros de Chico Xavier

Na intenção de soterrar de vez as provas de charlatanismo de Chico Xavier, a FEB (Federação Roustainguista Brasileira), construiu um mito de "perfeição" em torno do médium. Mito que cresce feito bola de neve e que fez e ainda faz surgir iludidos e fanáticos admiradores para o médium.

Tratado como se fosse mais do que um semi-deus, Chico Xavier era na verdade um homem comum, igual aos outros.Tinha de fato mediunidade, mas ao invés de estudar para desenvolvê-la, preferiu a prática irresponsável que o pôs em contato com espíritos de farsantes, acabando por atrofiar a sua faculdade mediúnica, lançando mão de fraudes para sustentar o mito.

Xavier, que na verdade nunca foi espírita e sim um intruso católico, deturpou conceitos da doutrina, transformando-a em uma seita a mais entre muitas, a estagnar toda a sociedade através da fé cega.

Mostro aqui uma lista de erros cometidos pelo "Senhor Perfeição" Chico Xavier, que faz cair toda a mitologia em torno dele. Vou enfurecer muitos admiradores, mas temos que ser coerentes e lógicos em admitir que exageraram mito na mitologia de "perfeição" dada a Xavier, que nada fez para transformar a sociedade como um todo para melhor.

A lista:

- Católico praticante, fingiu ser espírita e defendia muitos pontos que entravam em contradição com o que aparece nas obras da codificação pesquisadas por Allan Kardec, este reduzido a objeto de bajulação na forma deturpada praticada no Brasil.

- Preferiu bagunçar o Espiritismo através de deturpações, do que desenvolver o Catolicismo em que acreditava, inserindo neste, conceitos de vida pós-morte.

- Nunca estudou a doutrina e muito menos a mediunidade, favorecendo comunicação com espíritos de duvidosas qualidades moral e intelectual, como Emmanuel.

- Desprezava o desenvolvimento intelectual, apesar de falar frequentemente em "fé raciocinada".

- Quis que a Ciência fosse submetida a fé, quando a codificação recomenda o oposto.

- Ao invés de consolar as mães que perderam os filhos, preferiu obsediá-los para dar falso consolo através de mensagens banais, muitas vezes ditadas por falsos espíritos que fingiam a identidade dos filhos mortos.

- Usou nomes de famosos em falsas psicografias que destoavam grotescamente dos estilos dos autores atribuídos.

- Era submisso a autoridades e a espíritos obsessores e não questionava ordens absurdas.

- Demonstrava ter fascínio mórbido por pessoas que morriam jovens.

- Responsabilizava as vítimas como culpadas em desastres e infortúnios.

- Pregava o masoquismo moral que condenava o esforço para sair dos problemas, preferindo estimular a aceitação cega do sofrimento, como se a dor em si pudesse trazer algum benefício (e não traz).

- Assinava atestados que legitimou fraudes de materialização com objetos como panos e gazes.

- Apoiou a ditadura militar e  demonstrou total falta de altruísmo ao se referir ao que seria feito com as vítimas, preferindo lavar as mãos" sobre o que acontecesse com elas.

- Do contrário que quase todos pensam, não era bondoso e sua caridade era frouxa, paliativa, estereotipada e se resumia a compensar as pessoas pelos problemas que nunca eram resolvidos. Não conseguiu transformar a sociedade brasileira, que continua tão ou mais problemática quanto antes de suas atividades como suposto filantropo.

- Aceitou numa boa a alimentar a própria mitologia, apesar de se declarar "humilde" e de recusar o título de liderança.

- Difundiu tolas crenças pessoais como se fossem verdades científicas e nunca se preocupou em desmenti-las. Seus sonhos eram considerados como sérias "profecias", mesmo que seus conteúdos sejam comprovadamente absurdos.

- Inseriu dogmas católicos na doutrina, que também desmentiam pontos importantes estudados e comprovados durante o processo de codificação.

- Plagiou obras, mas colocava a responsabilidade nos supostos espíritos que assinavam seus livros.

- Estimulou gerações e gerações de embusteiros tão farsantes quanto ele, que enriqueciam as custas de prestígio e da falsa imagem de filantropos.

- Seus livros nunca ajudaram a caridade de fato. Mesmo que as vendas tenham sido usadas para isso, o que ainda não pôde ser provado, foi muito pouco. A maior parte da renda, senão toda, dos livros ia para a própria FEB que explorava ao máximo o médium, tido como sua valiosa galinha dos ovos de ouro.

- Não permitiu que seus órgãos sadios fossem usados, após sua morte, para salvar vidas de outras pessoas. Um contrassenso vindo daquele que é considerado o "mais caridoso do mundo".

- Suas ideias emperraram as pesquisas sobre vida espiritual, contatos com os mortos e verificação de outros tipos de matéria e de dimensões espaciais. Suas ideias resumiam a moralismo frouxo típico dos livros de auto-ajuda e à caridade estereotipada e paliativa.

- Nunca verificou a origem verdadeira das mensagens que recebia e muito menos sobre a identidade, a personalidade e as intenções dos espíritos comunicantes.

- Entrava frequentemente em contradição e mudava de opinião conforme a conveniência, para escapar de encrencas.

- Nunca assumiu seus erros, preferindo jogar a culpa das falhas que cometia para outras pessoas.

- Morreu de forma misteriosa exaltando como "felicidade máxima" uma forma banal de lazer que nada contribui para o desenvolvimento intelectual das pessoas e nunca trouxe qualidade de vida para a sociedade.

- Sempre aceitou numa boa a construção de seu próprio mito e o alimentava sempre que encontrava oportunidade.

- Nunca usou suas faculdades e seu prestígio para crescer como ser humano, se limitando a agir como um padre católico que se não fazia mal, pelo menos não fazia o bem.

Como vocês podem ver, o homem "mais perfeito" que esteve sobra a Terra mais errou do que acertou. E deve estar respondendo por sua responsabilidade em relação a todos esses erros.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Chico Xavier: a galinha dos ovos de ouro da FEB

"Chico Xavier é tão espírita quanto 
frango de encruzilhada"

JOSÉ MANOEL BARBOZA
Terceira Revelação na TV

Texto abaixo: Profeta Gandalf

A FEB tem feito de tudo para que Chico Xavier continuasse vivo no imaginário popular. Após soterrar as provas reais do charlatanismo do médium, em troca de uma mitologia de bondade extrema que nunca foi posta em prática, todo o empenho é feito para que qualidades e mais qualidades fossem agregadas ao ingênuo médium, para que Xavier seja visto como a síntese perfeita dos melhores seres humanos. Ou quase como uma divindade.

Xavier nunca teve qualidades para tanto prestígio. Não era essa "perfeição" toda. Errou muito mais do que acertou. Sua suposta "caridade máxima" não conseguiu transformar a sociedade para melhor. Escreveu livros cheios de erros e mentiras, contradizendo o Espiritismo de que supostamente era "líder". Autenticou fraudes. Apoiou ditaduras e culpou vítimas em suas tragédias. Usou nomes de famosos para forjar falsas psicografias. E tinha um obsessor como "mestre" (que ameaçou Xavier de morte) e nunca se esforçou para se livrar de sua maléfica influência. Emperrou a evolução intelectual de seus seguidores deturpando a doutrina e inserindo enxertos do Catolicismo medieval nela.

Como veem, Chico Xavier, citado como exemplo de pureza e de perfeição humanas, nada tinha disso e a única coisa que pode justificar a permanência de seu mito é a vendagem de seus livros. Anti-doutrinários, cheios de erros, com falsa psicografia e bastante inúteis na transformação do caráter de que lê, mas vendáveis, bem vendáveis.

"Ah, mas é para a caridade"... Caridade de quem, cara-pálida? Se as maravilhas de que falam tanto sobre Chico Xavier fossem verdadeiras, a transformação social no Brasil seria nítida e evidente. problemas teriam sido eliminados, não haveriam injustiças, quase todo mundo seria intelectualizado e a renda seria melhor distribuída. Isso além da eliminação da pobreza, fazendo com que pobres aumentem sua renda e ganhem dignidade (não confundam com o acesso ao consumismo visto nos dias de hoje - pobres esta consumindo mais, mas continuam tão pobres quanto antes) e qualidade de vida.

A caridade é para os chefões da FEB. O próprio Chico Xavier, que fingiu ser pobre, mas vivia muito bem, apesar de não ostentar, foi beneficiado pela venda de seus livros. Ninguém deixaria seu "maior líder" viver na miséria. Muita tolice acreditar que uma entidade como a FEB iria se empenhar tanto em vender livros se suas lideranças não ganhassem com isso.

E por isso mesmo, todo o empenho em manter o mito de Chico Xavier é lançado para que seus livros vendam feito pipoca em porta de cinema, enganando a todos e fazendo da FEB uma da instituições mais ricas d país, cuja suposta caridade anda e bastante ineficaz na melhoria de qualidade devida da sociedade em que vivemos.

E que os verdadeiros espírita, que preferem ver Chico Xavier esquecido no passado, um recado triste: a FEB nunca irá abrir mão de sua galinha dos ovos de ouro. Muita bobagem ainda será dita a respeito de Chico Xavier. Para que ele ainda seduza as massas e possa render o caviar santo de cada dia às lideranças que fingem falar em nome do Espiritismo em nosso país.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Religião mais intelectual aonde, cara pálida?

O "Espiritismo" brasileiro distorceu toda a doutrina original, transformando-a em uma seita igrejista cheia de enxertos de outras crenças, sobretudo do Catolicismo medieval. Mas mesmo assim, para se promover, pegou do Espiritismo original o rótulo de ciência e o aparato de intelectualidade para fazer com que a versão deturpada ficasse bem na foto.

Mas a intelectualidade presente no "Espiritismo" brasileiro é pura fachada. Mesmo com diplomas e mais diplomas de nível superior e pós superior, não se vê posta em prática essa racionalidade presente no Espiritismo original. Os seguidores da tríade Bezerra-Chico-Divaldo não passam de burros metidos a inteligentes, Se não fossem burros, negariam com facilidade tudo que saia das mentes bem ocas dessa tal "Santíssima Trindade" de supostos líderes espirituais ou de seus "mentores" e discípulos.

Mesmo posando de intelectuais, ostentando seus títulos por onde passam, os seguidores do "Espiritismo" brasileiro não questionam as bobagens presentes em várias obras publicadas e em palestras em centros, estas que em nada diferem dos sermões de missas católicas.

Aceitam e até difundem os absurdos das deturpações, arrumando alguma forma forjada de "provar" a veracidade de certas tolices. Acreditam na superioridade de seus líderes tratados de forma divinal, mesmo sabendo que todos os espíritos da Terra são da mesma natureza, não havendo espíritos superiores habitando por estas plagas.

Agem todos como tolos, aposentando a suposta racionalidade que afirmam possuir em troca da fé cega que mantem viva as suas ilusões e a confiança irresponsável em lideranças fajutas, mas infelizmente prestigiadas, que recebem calorosos aplausos a cada asneira declarada.

Para mim, esses "intelectualizados" seguidores do "Espiritismo" brasileiro não passam de fiéis tão carneirinhos quanto os de outras crenças. Um bando de papalvos a usar o rótulo de "ciência" para legitimar as bobagens absurdas em que acreditam e compensar o estudo que sempre se recusam a fazer das obras kardecianas, preferindo acreditar que tudo que é espalhado em nome do "Espiritismo" brasileiro é real e correto. 

Todos esses equívocos seriam facilmente derrubados por um estudo sério, detalhado e dedicado da verdadeira Doutrina Espírita, ainda bastante desconhecida dos brasileiros. Um estudo solenemente recusado pelos "sábios" seguidores do "Espiritismo pirata praticado no Brasil. Esse bando de papalvos a que o mestre Herculano havia se referido. Papalvos com diplomas.

domingo, 15 de março de 2015

Para Chico Xavier, felicidade é sucesso no futebol

Chico Xavier era um cara ingênuo. Muito ingênuo. Tanto é que era comum abrir a sua boca mole de fala mansa para falar um monte de asneiras, que para seus igualmente ingênuos admiradores eram vistos como "bálsamos de sabedoria" graças ao prestigio postiço que o médium ganhou da FEB.

E uma dessas bobagens dizia que "queria morrer no dia em que os brasileiros estivessem felizes". E chega a tal data e finalmente confirmamos que para o "Espiritismo" brasileiro, não há limites para tolices. Na seita de papalvos, só poderiam aparecer lições de papalvice.  

Sabe qual data "feliz" acabou servindo para confirmar a "profecia" do tolo médium? Preparem-se para dar risada, muita risada: a vitória (desonesta) da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2002. Isso mesmo que você leu. Essa foi a data em que, segundo o "grande profeta" e "Deus máximo" dos pseudo-espíritas, os brasileiros estariam felizes. Quanta asneira em um só fato.

Vocês acham que espíritos superiores ficariam preocupados com uma diversãozinha material, dando excessiva importância a uma modalidade esportiva comandada por bandidos, praticada por analfabetos e cultuada por alienados? Isso um país cheio de problemas que ninguém se oferece para resolver? E todo mundo quer fica brincando de ver bolinha?

O fato da espiritualidade superior dar importância ao futebol é a mesma coisa que o FBI e o Pentágono interferirem num joguinho de bola de gude em um quintal de uma casinha humilde no interior do Piauí, por causa de uma briguinha besta entre meninos mimados. Ridículo.

Ainda mais no mais corrupto dos esportes, que além disso é utilizado para manobrar as massas, sendo transformado em uma obrigação social que resulta em preconceito contra quem não curte essa modalidade esportiva. E vocês acham que espíritos considerados superiores vão dar importância a uma brincadeira fútil e inútil? Espíritos tem coisas muito mais sérias a fazer do que ficar vibrando por bolinhas rolantes em cima de uma grama!

E se Chico Xavier deu importância a essa futilidade é porque ele não era superior coisíssima nenhuma. Um farsante tão corrompido quanto qualquer cartola do futebol. E mais: não adianta transformar jogadores em santinhos, pois eles tem moral frouxa, QI de pudim e vivem na gandaia. Muitos deles passam para o lado dos desonestos cartolas, seus respeitados patrões, quando se aposentam. o hiperendeusado Neymar* mal começou e já está sendo treinado secretamente para ser mais um "capo" a se unir ao corrupto paraíso da cartolagem. Quem viver, verá. E chorará.

Os "espíritas" brasileiros são muito burros, como deve ser um brasileiro, o povo mais ignorante do planeta. E além de não ter entendido nada de Espiritismo original - que não fica perdendo tempo com brincadeira de criança, como faz a sua versão brasileira - vive de pensar que banalidades como a entrada de uma bolinha em uma rede tem a capacidade de salva o planeta e trazer alegria real para a população. Real? Então tá se faltar casa e comida, se mudem para algum estádio e vão comer uma bola de futebol, que é melhor.

Felicidade não é futebol. Felicidade é qualidade de vida. Achar que futebol vai trazer felicidade é uma criancice sem tamanho típica daqueles que resolvem matar aula para ir jogar videogames. E o fanatismo que torna o futebol uma prioridade é uma dos maiores responsáveis para  Brasil estar travado em um verdadeiro atoleiro de desgraças que impede o país de se desenvolver.

Pois digo: "Espiritismo" brasileiro e futebol, juntos para travar a mente dos brasileiros, para que ninguém resolva os problemas cotidianos que servem de motivo para que lotem estádios e centros "espíritas", verdadeiros esconderijos, rendendo muito dinheiro e prestígio para seus dirigentes, em nada interessados na "nefasta" melhoria intelectual da sociedade. Papalvos.

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* Se Chico Xavier é o "Deus" dos pseudo-espíritas, seria Neymar o "Jesus Cristo"? O fanatismo observado nos cultos à ambas personalidades sugere este fato.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Em uma "profecia", Chico Xavier quis impor uma Teocracia

Do contrário do que quis Allan Kardec, o que os brasileiros conhecem como "Espiritismo" não passa de uma seita igualzinho as outras, com fé cega, dogmas absurdos, seres fantásticos e muita, mas muita idiotice. Tudo porque seus seguidores resolveram abrir mão de algo muito valioso: a lógica. A lógica espírita infelizmente parece ter sido enterrada no mesmo túmulo que Allan Kardec.

E graças a falta de lógica, muitos absurdos são permitidos e difundidos e vários deles aplaudidos e estimulados. Uma dessas bobagens foi transformar um mero sonho de um médium caipira em profecia. Aviso: só cai nessa farsa de "Data Limite" (nome dado a tal "profecia") quem for portador da mais cega das fés. 

E entre vários aspectos presentes no sonho desse caipira, cujo nome, Chico Xavier, virou sinônimo de divindade máxima e de "pai da humanidade" para muitos de seus admiradores, está o de uma verdadeira Teocracia.

Não sabe o que é Teocracia? Vamos lá! Trocando em miúdos, é um governo que se assume divinal, se orientando através de dogmas, que são tratados como leis. A Teocracia é algo extremamente nocivo, pois fé é algo muito pessoal, individual e não pode ser imposta coletivamente. 

Falamos em outro blogue que a religiosidade é sadia se ficar imitada a imaginação de cada pessoa. Apicada à realidade de uma coletividade ela se torna feroz, preconceituosa e altamente prejudicial, pois se baseando em ideias que só existem na cabeça da cada um, pode gerar graves conflitos com base em discordâncias e interpretações erradas.

Criar um governo teocrático é legitimar a fé de um líder (ditadura) como legisladora máxima do que os habitantes devem fazer ou não. Minorias e doentes que precisarão de transplantes, por exemplo, serão, na melhor das hipóteses, privadas de seus mais básicos direitos. Fiéis seguidores de crenças diferentes do líder teocrata também poderão se dar mal.

E prestando muita atenção ao documentário "Data Limite" sobre o tal, percebe-se a tal intenção de criar uma teocracia terrena. O documentário, que serviu para divulgar o tal sonho transformado em "profecia", foi financiado pela FEB com intenções claras de consagrar o médium como profeta (e fortalecer a versão deturpada da doutrina, praticamente esculachada - com justiça! - nas redes sociais), aumentando o seu prestígio para atrair mais pessoas (e mais dinheiro - que NÃO é para a caridade) para esse Espiritismo pirata praticado no Brasil.

Segundo a "profecia", o Brasil governará o mundo porque possui a "compreensão cristã" necessária para "guiar" a humanidade. Enquanto isso, nações onde o ateísmo é forte ou cultuam crenças na cristãs serão sumariamente eliminadas. Ou seja: é cristão, se deu bem; não é cristão: se ferre!

Se utilizar a religiosidade para definir uma nação como líder mundial, com absoluta certeza é eleger uma teocracia. Os "espíritas" brasileiros são teocráticos. Sonham com um governo ditado pelos "espíritos superiores" que não passam dos inferiores que vivem intrometendo em nosso cotidiano. Espíritos sérios avisaram que não existem espíritos superiores habitando a Terra, sendo os desencarnados da mesma natureza moral e intelectual dos encarnados.

Uma teocracia "espírita" seria tão ruim quanto qualquer teocracia, pois não será o governo da lógica e do bom senso e sim o da mesma fé cega de qualquer seita que se propusesse a tomar as rédeas da humanidade. Será a perspectiva pessoal de um homem sendo imposta a todos os habitantes de uma localidade. Não há nada menos democrático que uma teocracia.

E Chico Xavier, suposto "homem-amor" (que tolice!) dessa seita de papalvos, sonhando com uma teocracia cristã a mandar na humanidade. Beato fanático, devoto da fictícia Nossa Senhora da Abadia (pra quê tantas Nossas Senhoras? Politeísmo?), católico que fingiu ser "espírita" para atrair pessoas a essa seita maluca que distorceu toda a doutrina, desejava a Teocracia usando o Brasil católico para governar o mundo com sua "sabedoria cristã". 

Se há tantos padres e freiras intrusos no "Espiritismo" brasileiro, não me surpreenderá se um dia aparecer um aiatolá "espírita" a mandar seus fiéis - que já rugem de ódio só de imaginar o fato de Chico Xavier não ser perfeito - a defender o "Espiritismo" chiquista da maneira que eles bem entendem. E vocês sabem qual é.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Chico Xavier foi o "pai dos 'fakes'"

Por Senhor dos Anéis

Em 1932, muito antes de alguém pensar sequer em contatos virtuais on line - mal havia o telefone e o código morse, como formas de comunicação à distância - , uma pessoa já era pioneira no uso de fakes através da apropriação de nomes de pessoas falecidas.

Francisco Cândido Xavier, aquele católico fervoroso que sempre colecionou imagens de santas ao longo da vida e que falava com espírito de padre jesuíta - apelidado de Emmanuel, mas o mesmo severo e brutal padre Manuel da Nóbrega - , e que nunca esteve aí para Allan Kardec (único autor que se recusava a ler e seguir com veemência), foi o pioneiro dessa forma "simpática" de cometer falsidade ideológica.

Seu livro Parnaso de Além-Túmulo, lançado naquele ano em que outras pessoas tinham coisas mais úteis à fazer, como os paulistas, elitismos e reacionarismos à parte, tentaram mobilizar pela emancipação de seu Estado, no famoso nove de julho, foi uma "pérola" no uso de fakes muito antes da farra digital de hoje em dia.

Consta a versão oficial de que Parnaso de Além-Túmulo foi uma antologia de vários poetas e escritores falecidos que traziam mensagens edificantes do mundo espiritual, em obras de profundo refinamento literário, de elevação moral e blablablá.

No entanto, uma observação sempre vigilante e cautelosa faz constatar que os poemas publicados no livro percebe que os poemas contrariam drasticamente os estilos originais dos autores a eles atribuídos de maneira não obstante desastrosa e constrangedora.

Os poemas atribuídos a Auta de Souza, bela e precocemente falecida poetisa potiguar, nem de longe lembram o estilo gracioso da linda negra de versos delicados. Os atribuídos a Olavo Bilac são pachorrentos e em nada lembram o refinamento lírico e a métrica rigorosa dos versos cantaroláveis do poeta parnasiano. Os de Casimiro de Abreu nem chegam perto do lirismo juvenil do poeta ultrarromântico e por aí vai.

O grande problema, que transforma Parnaso de Além-Túmulo num completo desastre que só a fé cega dos chiquistas deixa passar - eles aplaudiriam até se Chico Xavier psicografasse o zumbido de um falecido mosquito aedes aegypti - , é que o livro deveria ser uma obra inacabada e intocável de poesia espírita, mas não foi.

Estranhamente, a "maravilhosa obra" foi remendada drasticamente aqui e ali, com inclusões e exclusões de poemas e escritores, muitos tendenciosos, outros problemáticos, com versos remendados aqui e ali, havendo até a confusão de autorias atribuídas, como Augusto dos Anjos confundido com Antero de Quental.

OBRA REMENDADA CINCO VEZES EM DUAS DÉCADAS!

Mas o remendo não foi apenas uma vez, mas CINCO! E não foi em um ano, mas durante VINTE E TRÊS ANOS. Como a "maravilhosa obra" teve que ser remendada cinco vezes e durante pouco mais de duas décadas é um grande mistério, se ficarmos presos à tese de que se trata de uma "verdadeira obra dos espíritos do além".

Para piorar, quando o sobrinho de Chico Xavier ameaçou explicar tudo direitinho e denunciar as fraudes, criou-se uma campanha difamatória contra esse menino, Amauri Xavier, além do rapaz morrer cedo demais para alguém que só vivia "bebendo muito". Queima-de-arquivo?

Mas, antes desse escândalo todo, Chico Xavier havia deixado vestígios, quando, em correspondências com o então presidente da Federação "Espírita" Brasileira, Antônio Wantuil de Freitas, agradecia à contribuição deste e dos editores da FEB pela "revisão" e "correção" dos textos de Parnaso de Além-Túmulo, que Chico não fazia por "falta de tempo". Como assim?

E antes que algum chiquista reclamasse e dissesse que as acusações de que Parnaso de Além-Túmulo era feito por Chico "ele mesmo" em parceria com escritores, editores e consultores literários vêm da intolerância de católicos do porte de Alceu Amoroso Lima (que, embora conservador, foi muito mais humanista que Xavier), a revelação vem de fontes FAVORÁVEIS a Chico Xavier.

Sim. É só ler Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert, editado pela FEB, portanto um documento entusiasmadamente A FAVOR de Chico Xavier, que as tais cartas estão lá: Chico Xavier PEDINDO AJUDA a escritores e editores para reparar Parnaso de Além-Túmulo.

HUMBERTO DE CAMPOS

A propósito, quando o referido livrinho poético foi lançado, cheio de fakes evocando nomes de autores falecidos, o escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Humberto de Campos, ainda vivo, resenhou o livro com aquela ironia de sempre.

Ele "reconheceu o mérito" da obra, dizendo que os textos "são parecidos" com que os autores fizeram em vida, numa argumentação que a gente até desconfia que seja alguma ironia de sua parte. Em seguida, ele, com seu jeitão humorístico, disse para que os espíritos do além não enviem poemas para não competir com os poetas vivos na expressão e no sucesso de vendas no mercado literário.

Chico Xavier não gostou das críticas e, irritado, resolveu fazer uma desforra. Alegando a um amigo que teve um sonho em que um suposto Humberto de Campos vinha, no além, perguntar se Chico era o "menino que organizou" o referido livro, sonhado um ano após o falecimento do escritor maranhense (em 1934, aos 48 anos), Chico resolveu se apossar do nome do escritor.

E aí, veio uma enxurrada de livros "espirituais" com o nome de Humberto de Campos que NADA TINHAM A VER com o estilo literário original do escritor. Se Humberto, em vida, preferia falar de personalidades políticas e literárias, num texto ao mesmo tempo coloquial e refinado, culto e descontraído, o "espírito" vinha com um estilo completamente diferente.

O "espírito Humberto de Campos" vinha com uma linguagem melancólica, chorosa, deprimente, falando mais de assuntos bíblicos, sob a perspectiva que mais parece a de um sacerdote católico, com textos pedantes e nem tão refinados assim, e obras em muitos aspectos mal escritas e falhas em muitas referências históricas nelas descritas.

Um Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, seguramente, NUNCA seria escrito por Humberto de Campos, pois esta obra tem uma narrativa risível dos fatos históricos brasileiros, próprios dos piores livros didáticos, que mostravam muitas mentiras e falsos heróis.

A brincadeira de Chico Xavier custou um processo judicial movido pelos herdeiros de Humberto de Campos, quando até o advogado percebeu muito bem que os livros nada tinham do estilo do falecido escritor. Só que os juízes não entendiam a questão de direitos autorais para obras atribuídas a autores espirituais e fecharam o processo dando empate nos dois lados.

Só que o empate foi favorável a Chico Xavier, cujo mito se agigantou ao longo das décadas, como um lutador de UFC, que usava doping o tempo todo, vencendo todos os campeonatos na hipótese de ser proibido qualquer exame de doping que viesse a prejudicá-lo.

Desse modo, Chico Xavier cresceu com a ajuda do "jeitinho brasileiro". Com o tempo, passou a assumir, até o fim da vida, o estereótipo do "velhinho bonzinho". Seus fakes se multiplicaram e foram dados como autênticos, décadas antes da popularização da Internet no Brasil.

E, para piorar, o antes prestigiado, diferenciado e respeitado Humberto de Campos, praticamente, foi hoje reduzido a um dos fakes de Francisco Cândido Xavier. E quase ninguém desconfia.

A teimosia dos "espíritas" tradicionais

Fica aqui a impressão de que nosso trabalho de coerência doutrinária é em vão. mesmo com alto nível de apostasia, há seguidores de Chico ...